Curadoria generativa é o trabalho de quem decide o que entra num acervo, com que régua e sob que responsabilidade, quando parte da escrita, do desenho e do código é gerada com apoio de inteligência artificial. A geração é assistida; a curadoria não é. Cada pessoa nomeada acima responde cientificamente pela sua área, revê o que foi gerado e assina o resultado — a ferramenta acelera a produção e nunca substitui a autoria.
Sistema multiagenteA geração deste painel corre num sistema multiagente de aprendizagem operando em IA constitucional: agentes especializados — leitura de fontes, cálculo, cartografia, redação, tradução e revisão — encadeiam-se sobre um mesmo conjunto de regras explícitas, e cada passo fica reexecutável a partir do código. A constituição é dupla: a dos modelos, treinados por realimentação contra princípios escritos, e a curatorial, que são os compromissos desta caixa — nenhum agente publica número sem fonte, afirma mais do que o dado licencia ou assina no lugar de uma pessoa.
Validação científicaNenhum número aparece neste Atlas sem fonte pública, ano-base e ficha de procedência. Indicadores passam por teste de porte e de esforço de observação antes de entrar no índice, e um proxy que mede onde há registro fica de fora, porque acompanha o registro e diz pouco sobre o fenômeno. O que não se sabe é declarado como lacuna — a ignorância medida é parte do retrato, e por isso fica à vista.
Transparência metodológicaO método é aberto e a cadeia de construção é reprodutível: cada versão do painel traz o seu carimbo, cada afirmação pode ser refeita a partir dos dados públicos, e as escolhas que mudariam o resultado — pesos, normalização, recortes — ficam nas mãos de quem lê, com o efeito visível na tela.
FAIROs dados são localizáveis, acessíveis, interoperáveis e reutilizáveis: depositados em repositório com identificador persistente, descritos por metadados, em formatos abertos e com licença explícita de reúso. Um atlas que não pode ser reusado serve apenas como ilustração, e só o reúso o torna infraestrutura de ciência aberta.
CAREDados que dizem respeito a povos indígenas e comunidades locais seguem os princípios CARE: benefício coletivo, autoridade para controlar, responsabilidade e ética. Conectividade de conhecimentos não é o mesmo que abertura irrestrita, e há informação cuja circulação cabe a quem a produziu decidir.
Acesso e revisãoO Atlas é multilíngue, funciona sem servidor e é lido em quatro registros — geral, professores, cientistas e gestores. Erros encontrados por quem lê são corrigidos em versão nova, com o histórico preservado: a revisão pública faz parte do método.
ReferênciasGenerative Curation Symposium (2026). Málaga: Cátedra 5G — Universidad de Málaga · iArtHis_Lab · Center for Digital Visual Studies (Universität Zürich / Max-Planck) · Bibliotheca Hertziana. dvstudies.net — o termo já circula na literatura curatorial, definido como concepção e uso crítico de procedimentos, modelos e sistemas de regras, computacionais ou híbridos, com fins de curadoria.Striphas, T. (2015). Algorithmic culture. European Journal of Cultural Studies 18(4–5):395–412. doi:10.1177/1367549415577392Bai, Y. et al. (2022). Constitutional AI: harmlessness from AI feedback. arXiv:2212.08073Wu, Q. et al. (2023). AutoGen: enabling next-gen LLM applications via multi-agent conversation. arXiv:2308.08155Wilkinson, M. D. et al. (2016). The FAIR Guiding Principles for scientific data management and stewardship. Scientific Data 3:160018. doi:10.1038/sdata.2016.18Carroll, S. R. et al. (2020). The CARE Principles for Indigenous Data Governance. Data Science Journal 19(1):43. doi:10.5334/dsj-2020-043
Os dados reunidos neste painel são organizados, e os padrões apresentados gerados, com uso de inteligência artificial, e estão por isso sujeitos a erro. A equipe de curadoria trabalha sistematicamente na auditoria dos dados e na validação dos padrões e das inferências, mas não podemos garantir que as análises aqui apresentadas estejam isentas de erro. Dessa forma, recomendamos fortemente que qualquer uso destes dados esteja baseado em análises próprias, feitas a partir das fontes originais — que este painel declara, uma a uma, na tabela de fontes —, e não nos gráficos e padrões generativos aqui reportados.
Uso de inteligência artificial. Este painel foi desenvolvido com o apoio de modelos de linguagem da família Claude, da Anthropic, em versões sucessivas ao longo do projeto. Esses modelos foram usados para escrever e revisar o código de processamento e de visualização, organizar e auditar as bases de dados, redigir versões preliminares dos textos e traduzi-los. Nenhum sistema de IA é autor deste trabalho: a escolha das fontes, dos indicadores e dos métodos, a interpretação dos resultados e a redação final são decisões da equipe do projeto, que as revisou e por elas responde. As versões em inglês, espanhol, francês e chinês foram traduzidas com apoio desses modelos; havendo divergência, prevalece o texto em português.
O DATAPB reúne num só lugar, aberto e citável, os dados ambientais, sociais e econômicos da Paraíba que hoje estão espalhados por dezenas de fontes — e devolve isso em ferramentas de leitura do território. Este Atlas é uma delas.
abrir o repositório · dataverse.ideal.ufpb.br ↗portal DATAPB ↗
Um repositório integrado, interoperável e aberto de dados ambientais, sociais e econômicos da Paraíba, criado para que décadas de investimento público em pesquisa não fiquem em gavetas e discos pessoais. Reúne, documenta e publica conjuntos de dados sob os princípios FAIR, e associa a eles ferramentas de análise voltadas à pesquisa, à gestão territorial e à sala de aula.
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Números do relatório final do projeto. O recorte de biodiversidade usado na aba Biodiversidade deste site é uma reutilização desses dados — 39.937 registros de 2.460 espécies atribuídos a municípios.
Publicar um conjunto de dados exige quatro qualidades — os princípios FAIR — e uma anatomia mínima: quem depositou, sob que termos, com que documentação e com que código. Cada conjunto recebe um DOI e passa a ser citável como qualquer publicação.
Mas ciência aberta não se esgota no acesso: ela supõe democratizar as arquiteturas técnicas que produzem conhecimento e reconhecer que o conhecimento científico não é o único que descreve um território. Quem vive no lugar sabe coisas que nenhum banco de dados registra — e é desse diálogo entre sistemas de conhecimento que trata o último quadro.
É o mesmo compromisso deste painel: toda variável tem ficha de procedência, e o que é estimativa aparece marcado como estimativa. Vazio não vira zero.
Além de infraestrutura, o repositório carrega uma aposta teórica. São quatro referências que, juntas, sustentam uma abordagem transdisciplinar — e explicam por que um índice de resiliência aparece ao lado de um banco de dados.
As três dimensões deste Atlas — diversidade e redundância, conectividade e governança — vêm da mesma família teórica (Biggs e colaboradores, 2012), que é também a base da coviabilidade.
O portal tem um coração e duas saídas. No centro, o repositório; de um lado, ferramentas para decidir no território; do outro, ferramentas para ensinar. Cada saída foi desenhada junto de um piloto real, para não virar ferramenta sem uso.
A expressão que dá nome à leitura final deste Atlas — pontos de esperança — vem de uma literatura que não trata território como objeto de medição apenas. Onde a biodiversidade persiste, quase sempre há gente que a mantém, e um conhecimento que não é o científico. Levis e colaboradores (2024) sistematizam oito princípios desses lugares.
Marcados em cor, os três princípios que este painel consegue observar hoje, e apenas por aproximação: um índice construído com dados públicos municipais não mede respeito a sistemas de conhecimento, direitos territoriais ou manejo de espécies culturalmente importantes. Fica declarado como ausência de dado. · Levis et al. 2024, Nature Ecology & Evolution.
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O Atlas mapeia a capacidade dos 223 municípios da Paraíba, aqui estudados como sistemas socioecológicos, de absorver perturbações, se reorganizar e continuar funcionando. É isso que a literatura ecológica chama de resiliência. Apoiamo-nos em três princípios da resiliência socioecológica sistematizados por Biggs e colaboradores (2012): diversidade e redundância, isto é, mais de um modo de produzir, de se abastecer e de habitar; conectividade, os fluxos ecológicos, hídricos e sociais que permitem repovoar, socorrer e aprender; e governança, a existência de instâncias com competência real para decidir, revisar e incluir. Cada princípio torna-se uma dimensão do índice e é medido em quatro esferas dos sistemas: biofísica, hídrica, econômica e social.
escolha a operacionalização
Cada componente pode ser medido de mais de um jeito, e a escolha muda o resultado. Aqui estão as variáveis candidatas de cada um: troque a seleção, veja o mapa daquele cartão mudar na hora e, quando estiver satisfeito, clique em recarregar quadros gerais para recalcular o índice inteiro com as suas escolhas. Só ficam escolhíveis as variáveis com dado real carregado — as demais aparecem listadas e desabilitadas, para que a lacuna fique visível.
Para a turma: cada componente do índice pode ser medido de mais de um jeito, e a escolha muda o resultado — é um bom exercício de sala de aula. Aqui estão as variáveis candidatas de cada componente: troque a seleção, veja o mapa daquele cartão mudar na hora e, quando a turma estiver satisfeita, clique em recarregar quadros gerais para recalcular o índice inteiro com a escolha feita. Só ficam escolhíveis as variáveis com dado real carregado — as demais aparecem listadas e desabilitadas, de propósito, para que a lacuna de dado fique visível.
Cada componente admite mais de uma operacionalização, e a escolha do proxy altera o resultado — este painel expõe essa escolha e a deixa aberta ao leitor. As variáveis candidatas de cada componente estão listadas abaixo: trocar a seleção atualiza o mapa do cartão correspondente em tempo real; confirmando a escolha, recarregar quadros gerais propaga a mudança ao índice inteiro. Só são selecionáveis variáveis com dado real carregado — as demais permanecem listadas e desabilitadas, tornando a lacuna de dado explícita.
Para quem decide: cada componente do índice pode ser calculado de mais de um jeito, e a escolha muda o resultado — este painel deixa essa escolha visível e ajustável. Veja as variáveis candidatas de cada componente: troque a seleção, observe o mapa mudar na hora e, satisfeito com a escolha, clique em recarregar quadros gerais para atualizar o índice inteiro. Só é possível escolher variáveis com dado real carregado — as demais aparecem listadas e desabilitadas, para deixar claro onde falta dado.
Você pode compor seus próprios indicadores: selecione os proxies disponíveis abaixo e clique em recarregar quadros gerais.
Cada componente reúne todas as variáveis candidatas dos seus indicadores. Trocar a seleção troca o proxy ativo no índice inteiro — os mapas acima recalculam. Valores em escala original, na unidade de cada variável; monocromático pela esfera do sistema, e por isso não comparáveis entre si.
Uma linha por proxy. Estado é lido do painel, sem digitação manual: vira real quando a coluna correspondente entra por CSV, com a cobertura efetiva em municípios. As atribuições de fonte são candidatas — confirme cobertura, ano-base e recorte antes de citar. Campos de fonte, referência, ano e acesso são editáveis: clique e escreva.
Uma linha por proxy novo, com a ficha que a regra do plano exige: fonte, edição, licença, endereço, transformação, cobertura, sinal, o script que o produziu e a advertência do que ele não mede. A tabela acima continua a ser a viva, lida do painel; esta é a procedência do que entrou, e não muda com os controles.
| proxy | o que mede | unidade | fonte | edição | licença | transformação | cobertura | sinal | script | endereço | advertência |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| etn_nef | Número efetivo de categorias de cor ou raça | número efetivo (categorias) | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar | 2022 | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | exp da entropia de Shannon (ln) das proporções das cinco categorias (Amarela, Branca, Indígena, Parda, Preta) | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | Diversidade social no sentido de Biggs (P1). Não é alternativa de `desig`, que é concentração de renda: r com `gini_renda` ≈ 0. Só entra no índice se o Rafael criar o indicador `plur` (§6). |
| esc_nef | Número efetivo de esferas escolares | número efetivo (esferas) | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Escolar 2024 (INEP), a confirmar | 2024 | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | exp da entropia de Shannon das quatro esferas (federal, estadual, municipal, privada). «Técnica» é modalidade, atravessa as esferas e é excluída para não contar duas vezes; linhas com `ano = -1` (ensino superior) são sentinela e saem | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | As quatro esferas somam exatamente o total em 223/223. |
| esc_hab | Escolas por dez mil habitantes | escolas / 10 mil hab. | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Escolar 2024 (INEP), a confirmar; população da a carga do painel do painel | 2024 (escolas); população conforme a a carga do painel | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | total de escolas ÷ população × 10 000 | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | Camada de dados. Denominador populacional torna-o sensível a municípios pequenos. |
| instr_nef | Número efetivo de níveis de instrução | número efetivo (níveis) | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar | 2022 | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | exp da entropia de Shannon dos quatro níveis de instrução | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | Ressalva do plano, confirmada: os níveis são ordenados e número efetivo de categorias ordenadas é construto fraco. |
| sup_fr | Fração da população com superior completo | proporção 0–1 | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar | 2022 | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | «Superior completo» ÷ soma dos quatro níveis | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | **Fora do índice**: é uma medida de nível, que nada diz de diversidade e se correlaciona com o porte — o aviso do próprio painel sobre o mapa reencontrar a rede urbana. Camada de contexto. |
| analf | Taxa de analfabetismo | % da população de 15 anos ou mais (a confirmar o recorte etário) | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar | 2022 | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | nenhuma; a compilação já entrega a taxa | 223/223 | − | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | Fora do índice; camada de contexto e candidata a pressão na aba Transformações. O recorte etário do denominador não vem no arquivo e precisa ser confirmado com a equipe. |
| conv_min_nef | Número efetivo de áreas de política nos convênios (2017–2026) | número efetivo (áreas) | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Transferegov / Plataforma +Brasil, a confirmar | série 1995–2026; janela usada 2017–2026 | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | rótulo de órgão → área de política por `carga/dados200/ministerios.py` (30 rótulos → 14 áreas); exp da entropia de Shannon das áreas na janela | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | A janela é fixada em 2017–2026 e não relativa à data de execução, para a cadeia continuar determinística. Alternativa em `conv` · GOV/soc. |
| conv_saude | Saúde da carteira de convênios | proporção 0–1 | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Transferegov / Plataforma +Brasil, a confirmar | instantâneo sem data no arquivo — a confirmar com a equipe | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | (CONCLUÍDO + EM EXECUÇÃO) ÷ (total − ARQUIVADO − CONVÊNIO ANULADO) | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | Ressalva do plano: é instantâneo sem data. As 20 situações particionam o total — a soma bate com o arquivo por ministério. |
| part_el | Comparecimento eleitoral | proporção 0–1 | compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Eleições municipais de 2024 (TSE), a confirmar | 2024 | a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública | comparecimento ÷ eleitores aptos | 223/223 | + | carga/dados200/marcus.py | sem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar | **Fora do índice.** Com voto obrigatório, a abstenção municipal mede sobretudo eleitor que mudou de município e não transferiu o título: mede migração e serve mal como medida de participação. Camada de dados, com a leitura escrita. |
| slope | Inclinação da série 1985–2023 | %/ano | MapBiomas.csv. | edição da coleção a confirmar | CC BY-SA 4.0 (MapBiomas) | nenhuma; o valor entra como está na coluna `slope` | 223/223 | + | carga/dados200/mapbiomas_embute.py | brasil.mapbiomas.org | Substitui o proxy sintético de mesmo nome (PRNG, semente 20260815). Entra em `tend_veg` (CON/bio). Valor negativo = perda de cobertura. Método da inclinação a confirmar com a extração. |
| slope_con | Inclinação da conectividade 1985–2023 | Δ/ano | MapBiomas.csv. | edição da coleção a confirmar | CC BY-SA 4.0 (MapBiomas) | nenhuma | 223/223 | + | carga/dados200/mapbiomas_embute.py | brasil.mapbiomas.org | Entra em `tend_veg` (CON/bio), ao lado de `slope`. A a carga do painel já declara `prop:1`. Método a confirmar com a extração. |
| prox_log | Índice de proximidade médio (log) | log1p do índice (adimensional) | MapBiomas.csv. | edição da coleção a confirmar | CC BY-SA 4.0 (MapBiomas) | log1p da coluna `prox` — a coluna bruta varia em sete ordens de grandeza e em min–max deixaria mais da metade dos municípios abaixo de 0,10, tornando `estr` quase binário | 223/223 | + | carga/dados200/mapbiomas_embute.py | brasil.mapbiomas.org | Entra em `estr` (CON/bio) no lugar do sintético `prox`. A transformação é parte da definição do proxy e está declarada aqui. |
| core | Área núcleo dos fragmentos | % (0–100) | MapBiomas.csv. | edição da coleção a confirmar | CC BY-SA 4.0 (MapBiomas) | nenhuma; correção de unidade — a a carga do painel declara `u:"prop"` e os valores observados são percentagem | 223/223 | + | carga/dados200/mapbiomas_embute.py | brasil.mapbiomas.org | Entra em `estr` (CON/bio). A correção de `u` é obrigatória: com `prop` o eixo do painel fica cem vezes fora de escala. |
| app | APP ripária conservada | proporção 0–1 | MapBiomas.csv. | edição da coleção a confirmar | CC BY-SA 4.0 (MapBiomas) | nenhuma | 223/223 | + | carga/dados200/mapbiomas_embute.py | brasil.mapbiomas.org | Entra em `hidr` (CON/hid). |
| katz_mun | Centralidade de Katz do município na rede de ligações rodoviárias e hidroviárias | índice 0–1 (máximo paraibano = 1) | IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 2016 | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | grafo dirigido de todo o Brasil (5.428 nós: 5.385 municípios brasileiros com ligação, 35 cidades estrangeiras de fronteira e os 8 municípios paraibanos sem ligação, como isolados), peso log(1 + frequência semanal total de saídas, VAR07); Katz de entrada com β = 1 e α = 0,25/λ_max (λ_max = 335,8737); varredura de α em 0,10 · 0,25 · 0,50 · 0,85 publicada em B_avaliacao.md §2; valor lido nos 223 nós da PB e dividido pelo máximo paraibano | 223/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | a base do IBGE guarda cada ligação uma vez, sem sentido: o dígrafo é simétrico e Katz de entrada = Katz de saída (conferido, diferença máxima 0); 8 municípios da PB não têm nenhuma ligação pesquisada em 2016 e recebem o piso β = 1, acima de zero; r com pop = 0,729, abaixo do limiar de 0,85 da regra 4. RESSALVA: nesta rede o Katz é quase o grau ponderado — ρ = 0,996 em α = 0,25/λ_max e 0,948 em 0,85/λ_max (B_avaliacao.md §3.4); descrever o proxy como «centralidade que vê a rede inteira» seria exagero, a estrutura de ordem ≥ 2 move pouco |
| katz_mun_saida | Centralidade de Katz de saída do município | índice 0–1 (máximo paraibano = 1) | IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 2016 | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | idêntica a katz_mun, com A em vez de Aᵀ | 223/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | publicado só para auditoria: como a fonte não distingue sentido, é numericamente igual a katz_mun e não deve entrar na a carga do painel como proxy distinto |
| katz_mr | Centralidade de Katz da microrregião, transferida ao município | índice 0–1 (máximo paraibano = 1) | IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 2016 | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | ligações agregadas por par de microrregiões do IBGE (soma das frequências; as internas à microrregião viram laço e saem), grafo nacional de 592 nós (557 das 558 microrregiões do IBGE — as restantes não têm nenhuma ligação com outra microrregião — mais as 35 cidades estrangeiras de fronteira, cada uma nó próprio), peso log(1 + frequência somada), Katz de entrada com β = 1 e α = 0,25/λ_max (λ_max = 301,9715); valor transferido a cada município pelo dicionário a carga do painel e dividido pelo máximo paraibano | 223/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | variância intra-microrregião nula por construção — 223 municípios recebem 23 valores distintos; o dicionário município → microrregião (B_microrregioes.csv, DTB do IBGE) foi conferido 223/223 contra o a carga do painel do painel |
| ibge_centr | Índice de proximidade do IBGE na rede de ligações | índice 0–1 | IBGE · Índices de centralidade (Ligações 2016) | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | leitura direta da aba «Índices de proximidade e intermediação» (VAR01), sem transformação | 215/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | referência externa, fora da lista de candidatos a padrão: cobre 215/223 e a regra 4 do §1 exige 223/223 para o padrão de um indicador; a aba «Índice de centralidade» (IC, VAR10) cobre apenas 7 centros urbanos paraibanos e não foi usada; é calculada pelo IBGE sobre a mesma base de ligações, logo concorda com katz_mun por construção |
| ibge_interm | Índice de intermediação do IBGE na rede de ligações | índice 0–1 | IBGE · Índices de centralidade (Ligações 2016) | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | leitura direta da aba «Índices de proximidade e intermediação» (VAR02) | 215/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | intermediação (betweenness) do IBGE; distribuição fortemente inflada em zero |
| ibge_grau | Grau do município na rede de ligações do IBGE | nº de ligações | IBGE · Índices de centralidade (Ligações 2016) | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | leitura direta da aba «Índices de proximidade e intermediação» (VAR05) | 215/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | serve de controle: é o grau bruto que o Katz generaliza |
| katz_mun_ne | Centralidade de Katz do município no grafo restrito ao Nordeste | índice 0–1 (máximo paraibano = 1) | IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 2016 | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | idêntica a katz_mun, com o grafo restrito às ligações internas às UFs 21–29 (λ_max = 202,6958) | 223/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | controle de escopo; ρ com katz_mun = 0,997 |
| katz_mr_ne | Centralidade de Katz da microrregião no grafo restrito ao Nordeste | índice 0–1 (máximo paraibano = 1) | IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 2016 | 2016 | IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE) | idêntica a katz_mr, restrita às UFs 21–29 (λ_max = 171,4754) | 223/223 | + | carga/dados200/katz.py | ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-g | controle de escopo; ρ com katz_mr = 0,978 |
| seg_inst | Institucionalidade da segurança pública municipal | contagem 0–4 | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | Soma de quatro binárias: MSEG07=Sim + MSEG15=Sim + MSEG14=Sim + (MSEG01 = «Secretaria municipal exclusiva»). Sem reescala. | 223/223 | + (mais instâncias = mais capacidade de decidir sobre segurança) | carga/dados200/munic_seg_cult.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | A MUNIC 2024 não traz suplemento de Segurança Pública; 2019 é a edição mais recente com o bloco. O componente de órgão gestor exclusivo existe em 2/223 na PB — ver `seg_inst_amp` como alternativa. Forte inflação em zero. Desfecho de violência não entra, por decisão do §6. |
| seg_inst_amp | Institucionalidade da segurança pública (definição ampla) | contagem 0–4 | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | Igual a seg_inst, com o quarto componente relaxado para «possui alguma estrutura gestora»: MSEG01 ≠ «Não possui estrutura». | 223/223 | + | carga/dados200/munic_seg_cult.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | Alternativa a `seg_inst`, para o caso de o componente exclusivo ser julgado restritivo demais (2/223 na PB). Decisão da Janela 3. |
| seg_guarda | Existência de guarda municipal | binária 0/1 | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | MSEG27 = Sim → 1; Não → 0. | 223/223 | + (diagnóstico; sem sinal normativo no índice) | carga/dados200/munic_seg_cult.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | **Camada de diagnóstico, fora do índice** (§6): efetivo de guarda é capacidade de policiamento, escala com porte e receita e fica fora da competência para decidir, revisar e incluir. |
| seg_efet10k | Efetivo da guarda municipal por 10 mil habitantes | pessoas / 10 mil hab | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | MSEG283 (efetivo total) ÷ pop × 10 000; 0 quando não há guarda. pop vem da a carga do painel da entrada publicada. | 223/223 | + (diagnóstico; sem sinal normativo no índice) | carga/dados200/munic_seg_cult.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | **Camada de diagnóstico, fora do índice** (§6). Zero estrutural em 177/223 municípios: a distribuição é uma mistura, com um bloco de zeros ao lado da parte contínua. |
| cult_inst | Institucionalidade da política cultural municipal | contagem 0–4 | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2018 (suplemento de Cultura) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | Soma de quatro binárias: (MCUL01 = «Secretaria exclusiva») + (MCUL19=Sim e MCUL21 ≥ 1, conselho ativo) + MCUL33=Sim + (MCUL10 começa por «Sim»). Sem reescala. | 223/223 | + (mais instâncias = mais capacidade de decidir sobre cultura) | carga/dados200/munic_seg_cult.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | A MUNIC 2024 não traz suplemento de Cultura; 2018 é a edição mais recente com o bloco entre os arquivos em mãos. «Conselho ativo» exige reunião nos últimos 12 meses, conforme a redação do §6 — a existência nua está em `cult_cons_ex`. «Plano» inclui «Sim, mas não regulamentado por instrumento legal» e exclui «Em elaboração». |
| patr_nef | Número efetivo de tipos de equipamento cultural | número efetivo (exp da entropia de Shannon) | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2018 (suplemento de Cultura, bloco 4.7) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | Seis tipos: biblioteca (MCUL3901/MCUL39011), museu (MCUL3902/MCUL39021), teatro (MCUL3903/MCUL39031), centro cultural (MCUL3904/MCUL39041), arquivo (MCUL3905/MCUL39051) e cinema (MCUL3909, só existência). Contagem = max(1, quantidade) se o tipo existe, 0 se não; patr_nef = exp(−Σ p ln p) sobre as contagens. | 223/223 | + (acervo mais diverso em tipos) | carga/dados200/munic_seg_cult.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | Quase colinear com `patr_n` (ver C_conferencia.md §5): a MUNIC só dá quantidade para os equipamentos de gestão municipal, quase sempre 1, e a entropia satura. `iphan_n` e `museus` (IBRAM) ficam fora do índice por decisão do §6. |
| patr_n | Tipos de equipamento cultural presentes | contagem 0–6 | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2018 (suplemento de Cultura, bloco 4.7) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | Contagem simples dos seis tipos com existência = Sim. | 223/223 | + | carga/dados200/munic_seg_cult.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | Alternativa — e, na prática, quase equivalente — a `patr_nef`. |
| transp_munic | Transparência ativa da prefeitura (MUNIC) | índice 0–1 | IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) | MUNIC 2024, aba Governanca, bloco 3.1 (Acesso à informação) | IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonte | Média simples de cinco componentes em [0,1]: (a) legislação municipal de acesso à informação (MGOV01); (b) publicação de perguntas e respostas da LAI (MGOV05: publica ambas = 1, só respostas = 0,5, não publica = 0); (c) execução orçamentária pormenorizada (MGOV06 = Não → 0; Sim → 0,5, ou 1 se MGOV061 indica tempo real); (d) conteúdo do portal, proporção dos nove itens MGOV081–MGOV089; (e) formato de publicação dos cinco blocos de dados (orçamentos, receitas, despesas, balanços, LRF): aberto = 1, PDF/imagem ou outro = 0,5, não publica = 0. | 223/223 | + (mais transparência ativa) | carga/dados200/transp.py | ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p | Padrão do indicador por cobrir os 223 municípios; o PNTP 2025, que avaliou 131 prefeituras da Paraíba, entra como alternativa (§7, caminho 2). É um NÍVEL e mede a PREFEITURA, deixando os conselhos de fora: a mudança de construto em relação a `atas` (publicidade dos atos dos conselhos, tendência) está declarada aqui e em C_conferencia.md §7. Não existe item de atas em nenhuma edição da MUNIC consultada (2018, 2019, 2024). O Conselho Municipal de Transparência (MGOV26) existe em 2/223 municípios da PB e foi deliberadamente deixado fora do escore, por ser quase constante. |
| transp | Transparência ativa · PNTP | índice 0–1 | Atricon e tribunais de contas · Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP) | ciclo 2025 | dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fonte | Índice de Transparência da prefeitura, sem transformação; recorte Poder Executivo, esfera municipal, Paraíba | 131/223 | + | build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/ | radardatransparencia.atricon.org.br | Das 223 prefeituras listadas, 92 não foram avaliadas no ciclo e ficam vazias; 4 têm portal inexistente e entram com 0. Por cobrir 223/223, transp_munic continua o padrão do indicador. |
| org_nef | Número efetivo de tipos de organização civil | tipos | MTE · RAIS 2023 (estabelecimentos por natureza jurídica) | ano-base 2023 | RAIS/PDET: microdados públicos de divulgação, uso livre com citação da fonte (MTE). A réplica da Base dos Dados redistribui sob CC BY 4.0, citando a fonte primária. | Por município, exp(H) com H = −Σ p·ln p sobre as naturezas jurídicas do grupo 3 (p = participação de cada natureza nos estabelecimentos do grupo). Número de Hill de ordem 1. Município sem estabelecimento do grupo 3 recebe 0. | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 1} | + | carga/dados200/rais_org.py | https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/microdados-rais-e-caged · arquivos: ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/RAIS/2023/ | ['Grupo 3 da tabela CONCLA de naturezas jurídicas (entidades sem fins lucrativos): 12 códigos presentes na PB, dos quais 3999 (Associação Privada, 5.571) e 3085 (3.073) concentram 82 % dos estabelecimentos do grupo.', 'RESSALVA PRINCIPAL — a coluna `natureza_juridica` vem EM BRANCO em 221 linhas, 58084 estabelecimentos, 34.6 % do total estadual: estabelecimentos que a extração não tipa. Ficam FORA do cálculo, que se faz sobre os 65.4 % classificados. A proporção varia muito entre municípios (mediana ≈ 31 %, máximo 98,5 %; 65 dos 223 acima de 60 %).', 'No agregado NÃO se detecta viés: r(fração em branco, pop) = -0.125, r(fração em branco, assoc) = 0.043, r(fração em branco, org_nef) = -0.031 — a omissão não é sistemática quanto ao porte nem quanto ao valor do proxy. É o que autoriza usar a coluna. No município individual, porém, o ruído é grande: onde 90 % dos estabelecimentos não têm natureza, o proxy sai de um décimo do universo local.', 'O único município com valor 0 é o 2513653 (Joca Claudino), que tem 67,3 %% dos estabelecimentos em branco: aquele zero é provável ARTEFATO DA OMISSÃO, sem indicar ausência de associativismo. Fica no CSV como zero medido, com esta ressalva.', 'Recomendação da trilha D: NÃO promover a padrão (`sel`) do indicador `org` antes da re-extração no PDET (Janela 1 do §13). Com a natureza completa, a coluna se refaz com um comando e esta ressalva sai.', '.csv` (`id_municipio, natureza_juridica, n`, 3.020 linhas). O SQL exato e o identificador da tabela NÃO foram registrados junto com o arquivo, e o sandbox não tem rede para recuperá-los.md` da linhagem já declara para a RAIS..md` antes de publicar (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(org_nef, pop) = 0.173 ≤ 0,85 — entra bruto, sem resíduo.'] |
| assoc | Associações por mil habitantes | /1000 hab | MTE · RAIS 2023 (estabelecimentos por natureza jurídica) | ano-base 2023 | RAIS/PDET: microdados públicos de divulgação, uso livre com citação da fonte (MTE). A réplica da Base dos Dados redistribui sob CC BY 4.0, citando a fonte primária. | Estabelecimentos do grupo 3 da CONCLA ÷ população × 1000. A população é a `pop` da a carga do painel do painel, a mesma do resto do índice. | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 1} | + | carga/dados200/rais_org.py | https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/microdados-rais-e-caged · arquivos: ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/RAIS/2023/ | ['Grupo 3 da tabela CONCLA de naturezas jurídicas (entidades sem fins lucrativos): 12 códigos presentes na PB, dos quais 3999 (Associação Privada, 5.571) e 3085 (3.073) concentram 82 % dos estabelecimentos do grupo.', 'RESSALVA PRINCIPAL — a coluna `natureza_juridica` vem EM BRANCO em 221 linhas, 58084 estabelecimentos, 34.6 % do total estadual: estabelecimentos que a extração não tipa. Ficam FORA do cálculo, que se faz sobre os 65.4 % classificados. A proporção varia muito entre municípios (mediana ≈ 31 %, máximo 98,5 %; 65 dos 223 acima de 60 %).', 'No agregado NÃO se detecta viés: r(fração em branco, pop) = -0.125, r(fração em branco, assoc) = 0.043, r(fração em branco, org_nef) = -0.031 — a omissão não é sistemática quanto ao porte nem quanto ao valor do proxy. É o que autoriza usar a coluna. No município individual, porém, o ruído é grande: onde 90 % dos estabelecimentos não têm natureza, o proxy sai de um décimo do universo local.', 'O único município com valor 0 é o 2513653 (Joca Claudino), que tem 67,3 %% dos estabelecimentos em branco: aquele zero é provável ARTEFATO DA OMISSÃO, sem indicar ausência de associativismo. Fica no CSV como zero medido, com esta ressalva.', 'Recomendação da trilha D: NÃO promover a padrão (`sel`) do indicador `org` antes da re-extração no PDET (Janela 1 do §13). Com a natureza completa, a coluna se refaz com um comando e esta ressalva sai.', '.csv` (`id_municipio, natureza_juridica, n`, 3.020 linhas). O SQL exato e o identificador da tabela NÃO foram registrados junto com o arquivo, e o sandbox não tem rede para recuperá-los.md` da linhagem já declara para a RAIS..md` antes de publicar (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(assoc, pop) = 0.094 ≤ 0,85 — entra bruto, sem resíduo.'] |
| res_n | Massas d'água artificiais no município | n | ANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) | BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicada | dados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte) | Contagem de polígonos com `detipomass = Artificial` cujo centroide cai no município. Sem reescala. | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 15} | + | carga/dados200/ana_agua.py | dadosabertos.ana.gov.br | ['A tipologia é o campo `detipomass` da camada: na Paraíba só assume «Artificial» (3.278) e «Natural» (126). `res_n` conta apenas as artificiais.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_n, pop) = 0.120 ≤ 0,85 — entra bruto.'] |
| res_area | Área das massas d'água artificiais | km² | ANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) | BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicada | dados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte) | Soma de `nuareakm2` das massas artificiais atribuídas ao município. Sem reescala. | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 15} | + | carga/dados200/ana_agua.py | dadosabertos.ana.gov.br | ['Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Entra no dataset como contexto: `fonte` mede diversidade de fontes, sem medir volume acumulado. Área e contagem medem coisas diferentes e a correlação entre elas é fraca.', 'Regra 4 do §1: r(res_area, pop) = 0.018 ≤ 0,85 — entra bruto.'] |
| res_snisb_n | Barragens cadastradas no SNISB (massas d'água da BHO) | n | ANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) | BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicada | dados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte) | Massas artificiais com `cod_snisb` preenchido — as que a BHO amarra ao cadastro nacional de barragens. É o numerador primário de `hid_frag` («barragens por 100 km de rede», §2). | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 75} | − | carga/dados200/ana_agua.py | dadosabertos.ana.gov.br | ['342 das 3.278 massas artificiais da PB trazem código SNISB, em 148 municípios; 75 municípios ficam com zero medido.', 'Sinal «−»: mais barragens na rede = mais fragmentação. A coluna é entregue CRUA; a inversão é do painel.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_snisb_n, pop) = 0.101 ≤ 0,85 — entra bruto.'] |
| res_rede_n | Massas artificiais ligadas à rede de drenagem da BHO | n | ANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) | BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicada | dados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte) | Massas artificiais com `cotrecho` preenchido — vínculo topológico da própria BHO entre a massa e um trecho de drenagem. É o *fallback* que o §2 descreve («corpos d'água que intersectam a rede BHO, por km de rede»), obtido da topologia da própria base, sem cruzamento geométrico refeito por nós. | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 175} | − | carga/dados200/ana_agua.py | dadosabertos.ana.gov.br | ['Só 60 massas em toda a PB trazem `cotrecho`, em 48 municípios: 175 municípios ficam em zero. A inflação em zero é grande demais para esta ser a coluna padrão — fica como alternativa declarada, e o padrão de `hid_frag` é `res_snisb_n`.', 'Sinal «−», coluna entregue CRUA.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_rede_n, pop) = 0.042 ≤ 0,85 — entra bruto.'] |
| hid_frag | Barragens por 100 km de canal · carregar cru, o painel inverte | /100 km | ANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) ÷ ANA/SNIRH · BHO 2017 5K (trechos de drenagem) | BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicada | dados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte) | `res_snisb_n` ÷ `dren_km` × 100 — barragens cadastradas no SNISB, entre as massas artificiais da BHO, por 100 km de rede de drenagem. É a definição que a a carga do painel declara (`u:"/100 km"`) e que o §2 do plano pede. | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 75} | − | carga/dados200/ana_agua.py | dadosabertos.ana.gov.br | ['.csv` (trilha E), comprimento da rede de drenagem por município, ANA/SNIRH · BHO 2017 5K, 223/223 sem vazios. Numerador e denominador vêm da MESMA base hidrográfica — não há casamento de edições diferentes.', '75 municípios em zero medido — são os que não têm barragem cadastrada, e todos têm rede: `dren_km` é positivo nos 223.', 'Sinal «−»: mais barragens por km de canal = mais fragmentação. A coluna é entregue CRUA; a inversão é do painel.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(hid_frag, pop) = 0.026 ≤ 0,85 — entra bruto.'] |
| res_rede | Massas artificiais ligadas à rede BHO, por 100 km de canal | /100 km | ANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) ÷ ANA/SNIRH · BHO 2017 5K (trechos de drenagem) | BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicada | dados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte) | `res_rede_n` ÷ `dren_km` × 100 — é o *fallback* que o §2 descreve, «corpos d'água que intersectam a rede BHO, por km de rede», sem divisão por km². | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 175} | − | carga/dados200/ana_agua.py | dadosabertos.ana.gov.br | ['.csv` (trilha E), comprimento da rede de drenagem por município, ANA/SNIRH · BHO 2017 5K, 223/223 sem vazios. Numerador e denominador vêm da MESMA base hidrográfica — não há casamento de edições diferentes.', '175 municípios em zero (78 %): inflação em zero grave. Fica como alternativa declarada; o padrão de `frag_hid` é `hid_frag`.', 'Sinal «−», coluna entregue CRUA.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_rede, pop) = 0.002 ≤ 0,85 — entra bruto.'] |
| hid_per | Vegetação natural na faixa de 30 m da rede de drenagem | prop | Earth Engine · MapBiomas (fração natural) sobre ANA/SNIRH · BHO 2017 5K | BHO 2017 (5K); MapBiomas na coleção que o notebook selecionou (último ano 2024) | BHO: dados abertos ANA/SNIRH; MapBiomas: CC BY-SA 4.0 | buffer de 30 m em cada trecho da BHO-PB; média da máscara de vegetação natural do MapBiomas nessa faixa a 30 m (vegetação natural = classes 3, 4, 5, 6, 49 (floresta) e 11, 12, 32, 50 (formações naturais não florestais) do MapBiomas; ficam de fora 23 (praia/duna) e 29 (afloramento rochoso), como a célula 1 do notebook declara); agregação por município do centróide do trecho, com MÉDIA PONDERADA PELO COMPRIMENTO (`comp_m`) — sem a ponderação, um afluente de 200 m pesaria o mesmo que um trecho de 8 km. Trechos sem município (fora da Paraíba) descartados | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 1} | + | carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb) | brasil.mapbiomas.org | ['DIVERGE DA a carga do painel: `hid_per` está declarado como «Fração da rede em trechos perenes». O §2 do plano dá-lhe outro conteúdo — fração da faixa ripária com vegetação natural. O `n` da a carga do painel tem de mudar na integração (`spec_v2.py`), senão o painel exibe um rótulo que não é o do dado.', 'r = 0.984 com `app` (APP ripária conservada, de `mapbiomas.csv`): as duas colunas medem praticamente a mesma coisa por caminhos independentes. Isso VALIDA a extração e, ao mesmo tempo, avisa que pôr as duas no mesmo indicador `hidr` é contar o mesmo dado duas vezes — decisão da Janela 3.', 'Sem porte: r(pop) = -0.015, muito abaixo do limiar de 0,85 da regra 4; entra bruto, sem resíduo.', 'A faixa de 30 m é a do buffer, diferente da APP legal (que varia com a largura do curso). É uma faixa ripária de largura fixa, declarada.'] |
| hid_str | Vegetação natural na faixa de 30 m dos trechos de hierarquia alta | prop | Earth Engine · MapBiomas (fração natural) sobre ANA/SNIRH · BHO 2017 5K | BHO 2017 (5K); MapBiomas com último ano 2024 | BHO: dados abertos ANA/SNIRH; MapBiomas: CC BY-SA 4.0 | igual a `hid_per`, restrita aos trechos de hierarquia alta — 3 ≤ len(`COCURSODAG`) ≤ 5 —, que são 1648 trechos e 5591 km (19.5 % da rede paraibana) | {'n': 196, 'total': 223, 'vazios': 27, 'zeros_medidos': 5} | + | carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb) | snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_ | ['Substituto declarado no §2 do plano: a ordem de Strahler não veio do serviço da ANA (a coleta de. Usa-se o código otto (`COCURSODAG`), que é a profundidade na hierarquia ottocodificada. O corte 3 ≤ dígitos ≤ 5 foi CALIBRADO nos 975 trechos em que as duas colunas coexistem: acurácia 0.883, sensibilidade 0.844 e especificidade 0.917 contra «Strahler ≥ 3»; ρ(comprimento, Strahler) = -0.844.', 'DIVERGE DA a carga do painel: `hid_str` está declarado como «Ordem de Strahler máxima no município» (u:«ordem»). O que esta coluna traz é a fração ripária natural RESTRITA à hierarquia alta, como o §2 e a exportação do §4 pedem. A leitura literal da a carga do painel está em `hid_ordem_max`, na mesma tabela.', '196/223: os 27 municípios sem trecho de hierarquia alta são cabeceiras. Pela regra 4 do §1, isto NÃO pode ser padrão (`sel`) de `hidr`; entra como alternativa. A cobertura incompleta vem da DEFINIÇÃO, qualquer que seja o substituto: com Strahler real, um município só de cabeceiras continuaria vazio.', '`hid_str_amp` (corte ≤ 6) cobre 218/223 e está na mesma tabela, como alternativa de maior cobertura e menor especificidade.'] |
| hid_str_amp | Vegetação natural na faixa de 30 m dos trechos de hierarquia média-alta | prop | Earth Engine · MapBiomas (fração natural) sobre ANA/SNIRH · BHO 2017 5K | BHO 2017 (5K); MapBiomas com último ano 2024 | BHO: dados abertos ANA/SNIRH; MapBiomas: CC BY-SA 4.0 | igual a `hid_str`, com o corte alargado a 6 dígitos — troca especificidade por cobertura | {'n': 218, 'total': 223, 'vazios': 5, 'zeros_medidos': 2} | + | carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb) | snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_ | ['Alternativa de `hid_str`, para o caso de a cobertura pesar mais que a pureza: na amostra de calibração o corte ≤ 6 tem sensibilidade 0.971 e especificidade 0.660.', 'Continua abaixo de 223/223 — também não pode ser padrão.'] |
| hid_ordem_max | Ordem de Strahler máxima no município (estimada do código otto) | n | ANA/SNIRH · BHO 2017 5K, trechos de drenagem | BHO 2017 (5K) | dados abertos ANA/SNIRH | para cada comprimento de código otto, a ordem de Strahler MEDIANA observada na amostra de 975 trechos com as duas colunas ({"1": 1, "3": 6, "4": 4, "5": 3, "6": 2, "7": 2, "8": 1, "9": 1, "10": 1}); por município, o máximo sobre os seus trechos | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0} | + | carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb) | snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_ | ['É a leitura LITERAL do que a a carga do painel hoje escreve em `hid_str` («Ordem de Strahler máxima no município»). Fica aqui para que a decisão da Janela 3 possa ser «manter a definição da a carga do painel» sem depender de nova coleta.', 'É ESTIMATIVA, sem medição direta: sai do mapa comprimento → ordem mediana. Quando `bho_strahler.csv` vier completo (célula corrigida em `E_celula6_corrigida.py`), este script passa sozinho a usar a ordem real — o gatilho é cobertura ≥ 95% dos trechos.', 'Ordem máxima é uma estatística de extremo: um único trecho de rio grande a atravessar o município fixa o valor. Mede posição na bacia e nada diz sobre integridade.'] |
| dren_km | Comprimento da rede de drenagem no município | km | ANA/SNIRH · BHO 2017 5K, trechos de drenagem | BHO 2017 (5K) | dados abertos ANA/SNIRH | soma de `comp_m` ÷ 1000 dos trechos cujo centróide cai no município; comprimento geodésico calculado pelo Earth Engine sobre a geometria da BHO | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0} | + | carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb) | snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_ | ['SEM PAPEL DE PROXY: é o DENOMINADOR de `hid_frag` («barragens por 100 km de canal», u:«/100 km» na a carga do painel). A trilha D2 (`ana_agua.py`) divide as barragens do SNISB por `dren_km ÷ 100`.', 'Validação independente: `dren_km ÷ dren` (a densidade de drenagem que o painel já publica, em km/km²) reconstrói a área de cada município; a soma dá 56\u202f508 km² contra os 56\u202f585 km² da Paraíba (0,1 % de erro). É a prova de que descartar os trechos sem `cod` não perdeu rede paraibana.', 'A unidade «km» está fora do vocabulário canônico da a carga do painel de propósito: esta coluna não vai para a a carga do painel, vai para o cálculo de `hid_frag`.'] |
| slope_ee | Inclinação da fração natural, %/ano (Theil–Sen) | %/ano | Earth Engine · MapBiomas, série anual de cobertura | série 1985–2024 | CC BY-SA 4.0 (MapBiomas) | fração de vegetação natural por município e por ano (vegetação natural = classes 3, 4, 5, 6, 49 (floresta) e 11, 12, 32, 50 (formações naturais não florestais) do MapBiomas; ficam de fora 23 (praia/duna) e 29 (afloramento rochoso), como a célula 1 do notebook declara), a 30 m; inclinação de Theil–Sen (mediana das inclinações par a par) da série, multiplicada por 100 para dar ponto percentual por ano, que é a unidade que a a carga do painel declara em `slope` | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0} | + | carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb) | brasil.mapbiomas.org | ['A CONFERÊNCIA DO §4 NÃO PASSOU: o plano espera r > 0,95 contra a coluna `slope` de `A_mapbiomas.csv` e obtém-se r = 0.732 (ρ = 0.771) por mínimos quadrados e r = 0.688 por Theil–Sen. Ver `E_conferencia.md` §4 para o diagnóstico.', 'As duas séries estão na MESMA escala (regressão de `slope` em `slope_ee_ols` dá b = 1.094, medianas -0.164 e -0.172): a diferença vem de outra série, com a unidade certa.', 'Esta coluna é REPRODUTÍVEL do notebook: classes, anos e método declarados. A de `mapbiomas.. Entra como ALTERNATIVA de `tend_veg`; o padrão continua a ser `slope`, por decisão da trilha A e da Janela 3.'] |
| slope_ee_ols | Inclinação da fração natural, %/ano (mínimos quadrados) | %/ano | Earth Engine · MapBiomas, série anual de cobertura | série 1985–2024 | CC BY-SA 4.0 (MapBiomas) | igual a `slope_ee`, com inclinação por mínimos quadrados | {'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0} | + | carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb) | brasil.mapbiomas.org | ['r = 0.978 com `slope_ee`: o método quase não importa; o que separa esta coluna de `slope` é a série.', 'Fica na tabela para que a comparação do §4 possa ser refeita sem recalcular.'] |
| ppm_nef | Número efetivo de rebanhos | espécies | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| pevs_nef | Número efetivo de produtos extrativos | produtos | — | — | — | — | 215 | + | — | — | — |
| renda_med | Rendimento domiciliar per capita mediano | R$ | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| alfab | Taxa de alfabetização | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| cad_pobreza | Pessoas em famílias pobres no Cadastro Único | % da população | MDS · VIS DATA / MI Social (API pública), Cadastro Único; população do Censo Demográfico 2022 | 12/2025 | dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fonte | pessoas cadastradas em famílias em situação de pobreza, incluída a extrema pobreza, ÷ população do Censo 2022 × 100 | 223/223 | - | build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/ | aplicacoes.mds.gov.br · MI Social | A razão é sobre pessoas, porque a API não traz, no mesmo campo, o número de domicílios do Censo. Depende também de quanto o município cadastra. |
| fogo_freq | Frequência de fogo na vegetação nativa | anos | — | — | — | — | 223 | - | — | — | — |
| fogo_desde | Anos desde a última cicatriz de fogo | anos | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| agua_tend | Tendência da superfície de água | %/ano | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| sih_fora | Internações fora do município | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| desloca_fr | Trabalho em outro município | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| uc_n | Unidades de conservação que abrangem o município | unidades | — | — | — | — | 44 | + | — | — | — |
| uc_nat_fr | Proteção da paisagem conectada | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| trad_pop_fr | Presença de povos e comunidades tradicionais | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| terr_fr | Territórios tradicionais demarcados | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| pct_n | Povos e comunidades tradicionais distintos | povos | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| relig_nef | Número efetivo de religiões | religiões | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| trad_pop_log | Presença de povos e comunidades tradicionais (log) | log(‰+1) | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| uc_nat_pond | Vegetação nativa em UC, ponderada pelo grupo | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| prot_legal_fr | Proteção legal da vegetação nativa fora das UC | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| dest_n | Número de destinos de vínculo | municípios | — | — | — | — | 221 | + | — | — | — |
| assent_area_fr | Área municipal em projetos de assentamento | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| alerta_ha | Desmatamento validado por área | ha/km² | — | — | — | — | 223 | - | — | — | — |
| car_analisado | Cadastro rural analisado | % | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| san_agua | Domicílios com a rede geral como forma principal de abastecimento de água | % | IBGE · Censo Demográfico 2022, Agregados por setores censitários (características dos domicílios), via censobr v1.0.0 (Ipea) | 2022 | IBGE: dados de divulgação pública, uso livre com citação da fonte | V00111 ÷ V00001 × 100, somados os setores do município; contagens 1–2 suprimidas pelo IBGE reconstruídas pelo total do setor ou limitadas a [1, 2] | 223/223 | + | build/build283_proxies_reais.py · data/proxies283/ | ftp.ibge.gov.br · Agregados_por_Setor_csv | Substitui o SINISA 2024 previsto na ficha, que não foi alcançável nesta rodada. Mede a forma principal de abastecimento declarada ao Censo; municípios do semiárido abastecidos sobretudo por cisterna e carro-pipa saem perto de zero mesmo com rede instalada. |
| san_esgoto | Domicílios com esgoto na rede geral ou pluvial, ou em fossa ligada à rede | % | IBGE · Censo Demográfico 2022, Agregados por setores censitários (características dos domicílios), via censobr v1.0.0 (Ipea) | 2022 | IBGE: dados de divulgação pública, uso livre com citação da fonte | (V00309 + V00310) ÷ V00001 × 100, somados os setores do município; contagens 1–2 suprimidas pelo IBGE reconstruídas pelo total do setor ou limitadas a [1, 2] | 223/223 | + | build/build283_proxies_reais.py · data/proxies283/ | ftp.ibge.gov.br · Agregados_por_Setor_csv | Substitui o SINISA 2024 previsto na ficha, que não foi alcançável nesta rodada. A fossa séptica não ligada à rede fica fora, como na categoria «rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede» do IBGE. |
| san_perdas | Perdas na distribuição (IN049) | % | Ministério das Cidades · SNIS 2022, via Base dos Dados (br_mdr_snis.municipio_agua_esgoto) | 2022 | dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fonte | (AG006 + AG018 − AG010 − AG024) ÷ (AG006 + AG018 − AG024) × 100, recalculado dos volumes declarados; difere do IN049 da tabela em no máximo 0,005 ponto | 196/223 | - | build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/ | github.com · painel-saneamento @5cfbcf1 | Substitui o SINISA previsto na ficha: o SNIS 2022 é a última série municipal completa publicada antes dele. João Pessoa (37,83 %) confere com o Instituto Trata Brasil. Borborema (0,00 %) e São Domingos (0,09 %) são declarações do prestador e ficam como valores a conferir. Os 27 municípios sem declaração ficam vazios. |
| agua_fora | Amostras fora do padrão de potabilidade | % das amostras | Ministério da Saúde · SISAGUA, Vigilância, parâmetros básicos | 2025 | dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fonte | amostras com ao menos um resultado fora do padrão da Portaria GM/MS nº 888/2021 (E. coli presente; turbidez > 5 uT; cor aparente > 15 uH) ÷ amostras com análise desses parâmetros × 100 | 218/223 | - | build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/ | s3 · ckan.saude.gov.br/SISAGUA | O pH (faixa recomendada) e o cloro residual (exigência do tratamento) ficaram de fora. Paraíba: 22.479 amostras, 18,5 % fora do padrão. Os cinco municípios sem amostra ficam vazios, sem zero, porque deixar de analisar é diferente de estar em conformidade. |
| outorga_hab | Outorgas de uso da água | por 10 mil hab. | — | — | — | — | 216 | + | — | — | — |
| emendas_hab | Emendas parlamentares por habitante | R$/hab. | — | — | — | — | 222 | - | — | — | — |
| pncp_hab | Contratações públicas por habitante | por 10 mil hab. | — | — | — | — | 220 | + | — | — | — |
| abstencao | Abstenção eleitoral | % | — | — | — | — | 223 | - | — | — | — |
| partidos_nef | Número efetivo de partidos | partidos | — | — | — | — | 223 | + | — | — | — |
| brancos_nulos | Brancos e nulos | % | — | — | — | — | 223 | - | — | — | — |
Com a régua na mão, o diagnóstico: o que um mapa de riqueza bruta realmente mostra.
Se contar espécies mede esforço, o caminho é medir completude — quanto do que há já foi detectado.
A cobertura diz quanto falta em cada lugar; a lacuna inteira pede três medidas independentes — e o resíduo, que as vigia.
Medida a lacuna, a pergunta que interessa ao Atlas: ela limita o que o índice de resiliência pode afirmar?
A partir daqui, quatro estações leem o que a estrutura espacial da biodiversidade paraibana sustenta em função ecológica.
O Atlas mede resiliência socioecológica. Uma medida de resiliência é sempre resiliência a alguma coisa: sem dizer a quê, ela é um número sem verbo. Esta aba diz a quê.
Antes de qualquer mapa, a régua. Uma série de cobertura responde a «que classe cobre este pixel neste ano» — e a mais nada. Confundir isso com «que processo está em curso» é o erro que esta estação existe para não deixar cometer. E, antes de a usar, há um teste a fazer: confrontá-la com um instrumento independente onde isso for possível.
Em 1985 a vegetação nativa cobria 66,2 % da Paraíba. Em 2025 cobre 55,1 %. São 626 mil hectares — e o que mais salta não é o total.
A agropecuária ganhou 592 mil ha no mesmo período em que a vegetação nativa perdeu 626 mil. Os dois números quase se encontram, e esse quase é o assunto.
Os usos que aparecem depois de 2015 ocupam, somados, menos de meio ponto percentual da Paraíba. Medi-los por área seria não os ver. Eles contam por onde estão, e por serem, em alguns municípios, o único pressão excepcional.
De 76 mil ha em 2008 a 27 mil ha em 2016: a água de superfície da Paraíba perdeu 65,0 % em oito anos. Depois voltou a subir, e parou pela metade.
Aqui a aba deixa de falar do estado e passa a falar de municípios. Uma pressão é excepcional num município quando tem valor positivo ali e põe esse município no decil superior dos 223. As duas condições juntas impedem que 0,4 ponto de urbanização se sobreponha a oito pontos de vegetação perdida — mas só onde a pressão é comum. Onde ela existe em meia dúzia de municípios, o decil deixa de decidir e a palavra passa a dizer presente. O cartão seguinte diz em quais, e quanto isso alarga o sentido.
Para a turma: daqui em diante a aba deixa de falar do estado como um todo e passa a falar de municípios. Uma pressão é excepcional num município quando tem valor positivo ali e coloca esse município no decil superior dos 223. As duas condições juntas evitam que 0,4 ponto de urbanização pareça tão importante quanto oito pontos de vegetação perdida — mas só onde a pressão é rara. Onde ela aparece em meia dúzia de municípios, o decil deixa de decidir sozinho, e passa a valer a simples presença. Vale mostrar à turma o cartão seguinte, que diz em quais municípios isso acontece.
A partir daqui a unidade de análise muda de estado para município. Define-se pressão excepcional por dupla condição: valor positivo no município e pertencer ao decil superior dos 223. A conjunção evita que 0,4 ponto de urbanização seja tratado como comparável a oito pontos de vegetação perdida — válido quando a pressão é rara na amostra; quando ocorre em poucos municípios (ordem de meia dúzia), o critério de decil perde poder discriminante e a leitura passa a operar por presença/ausência. O cartão seguinte identifica os casos e quantifica o efeito.
Para quem decide: daqui em diante a leitura passa do estado inteiro para cada município. Uma pressão conta como excepcional quando é positiva no município e coloca esse município entre os piores 10 % dos 223 — assim, 0,4 ponto de urbanização não é tratado como se pesasse igual a oito pontos de vegetação perdida. Quando uma pressão só existe em meia dúzia de municípios, o critério muda: já importa a simples presença. O próximo cartão mostra onde.
A pergunta que a aba inteira preparava, agora respondível: os municípios com assinatura de estressor têm índice diferente dos outros? A tabela lê o índice como ele está agora, com os pesos, a normalização e o gama que estiverem em vigor. Mexer neles muda a tabela — e é para isso que ela está viva.
Uma fonte só permitiu comparar quarenta e um anos sem juntar metodologias. O preço é este: quatro processos que importam não estão nesta aba. Ficam nomeados, com o mecanismo que os mediria e o endereço de onde vêm — que é a única forma honesta de não os medir.
| dado | fonte | ano-base | onde está |
|---|---|---|---|
| Cobertura e uso da terra, 1985–2025 (todas as séries e mapas desta seção) | MapBiomas · Coleção 11 | 2025 | brasil.mapbiomas.org |
| Área colhida por cultura (corroboração da cana) | IBGE · Produção Agrícola Municipal | 2024 | SIDRA · PAM |
| Índice SER-PB (cruzamento resiliência × pressões) | derivado deste site | — | análise original: SER-PB, Seção Resiliência |
A expressão ponto de esperança tem uma genealogia curta e plural. Na conservação, ela nasceu no mar: os hope spots da Mission Blue são áreas oceânicas críticas para a saúde, a biodiversidade ou a conectividade do oceano, identificadas e defendidas por lideranças locais. Rezende e colaboradores (2018) trouxeram a ideia para a Mata Atlântica como inversão de hotspot: o termo hotspot nomeia o lugar pela ameaça que sofre, e hopespot o nomeia pela possibilidade que ainda guarda. Em paralelo, os estudos colaborativos do coletivo Amazon Hope (2022), numa arqueologia da esperança no Alto Xingu, mostraram que não existe lugar intocado e que a esperança está na relação entre pessoas e ecossistemas que sustenta as duas partes e atravessa crises; Levis e colaboradores (2024) desenvolveram esse sentido socioecológico a partir de cinco casos na América do Sul tropical. Neste Atlas, usamos o termo como enquadramento, no sentido de Rezende: ponto de esperança é o município no quartil superior do SER-PB vigente, enquanto o mapa principal mostra onde esses valores altos se agrupam no espaço, e verificar se ali existe o arranjo descrito por esses estudos é tarefa de campo, que o mapa apenas indica.
A tradução para a escala municipal da Paraíba é uma hipótese, que ainda precisa ser verificada. Aqui, o que o mapa principal procura é uma vizinhança de municípios onde três propriedades da resiliência se sustentam mutuamente: diversidade e redundância — mais de um modo de produzir, de se abastecer, de habitar; conectividade — fluxos ecológicos, hídricos e sociais que permitem repovoar, socorrer, aprender; e governança — instâncias com competência real para decidir, revisar e participar. São três dos sete princípios sistematizados por Biggs e colaboradores (2012), e a escolha de olhar as três juntas é o que distingue um arranjo resiliente de um bom desempenho isolado.
1. Cada município recebe um valor em cada componente, e os componentes são combinados no índice composto SER-PB. 2. Liga-se cada município aos seus vizinhos mais próximos, formando uma rede. 3. Aplica-se a estatística Getis-Ord Gi* (Getis & Ord, 1992): para cada município, compara-se a média da sua vizinhança com a média que se esperaria se os mesmos valores estivessem espalhados ao acaso pelo estado. 4. Quando a vizinhança é mais alta do que o acaso explicaria, ela é marcada como agrupamento quente, com 90%, 95% ou 99% de confiança — as manchas vermelhas do mapa. Os agrupamentos frios, em azul, mostram onde o suporte falta, e são justamente eles que indicam onde a política pública tem mais a fazer.
Chamamos de ponto de esperança o município no quartil superior do índice. O mapa de agrupamentos mostra onde esses municípios, e também os outros, se juntam em manchas contíguas, e essa leitura importa porque a resiliência é propriedade de conjuntos de lugares: conectividade e governança policêntrica só existem entre lugares. Um município alto cercado de municípios baixos é uma exceção frágil, ao passo que uma mancha contígua forma um arranjo. É a mesma lógica dos bright spots de Bennett e colaboradores (2016), casos que funcionam contra a tendência e servem de semente, e da passagem de hotspot a hopespot proposta por Rezende e colaboradores (2018) para a Mata Atlântica, bioma que cobre o litoral e o brejo paraibanos.
O resultado depende da vizinhança escolhida. Troque o número de vizinhos de 4 para 8 no controle acima: agrupamento que só existe com um valor de k resulta da escolha de peso. O mapa aponta candidatos a pontos de esperança, e a confirmação depende de ir ao lugar. Em Levis e colaboradores os pontos foram identificados com as comunidades que os sustentam; aqui, cada mancha quente é um convite a ir ao lugar e verificar quem faz o arranjo funcionar. E o índice é feito de proxies — se os proxies medirem, na prática, porte populacional, o mapa reencontra a rede urbana e chama isso de esperança.
Este Atlas serve à educação ambiental na medida em que devolve à sala de aula uma pergunta que o livro didático quase nunca faz: por que o meu município está onde está neste mapa? A pergunta é territorializada por construção — cada estudante encontra a própria unidade de vivência entre as 223, com nome, código e vizinhança, o que torna concreto aquilo que costuma ser chamado de "meio ambiente".
A tradição da pedagogia crítica chama isso de partir do tema gerador: o conhecimento começa na leitura do mundo de quem aprende, e a leitura da palavra vem depois (Freire). Um mapa estadual, sozinho, produz o efeito contrário — descreve o aluno de fora para dentro. O caminho proposto aqui inverte a direção: o mapa entra como termo de comparação, e a turma verifica no chão o que o número afirma.
Layrargues e Lima (2014) descrevem três macrotendências disputando o campo da educação ambiental brasileira: a conservacionista, centrada na sensibilização e na natureza; a pragmática, centrada em soluções técnicas e boas práticas; e a crítica, que trata o ambiental como questão de poder, conflito e justiça. Um atlas de resiliência pode ser usado nas três chaves. Na conservacionista, vira ilustração de "regiões bem preservadas". Na pragmática, vira ranking de eficiência municipal. Na chave crítica — a que este material assume — as perguntas mudam: quem decide o que é medido, quem ganha com a leitura produzida, e quem foi deixado fora do dado.
1 · Localizar. Encontre o município no mapa dos agrupamentos e nos quatro compostos. Descreva o que vê, antes de explicar. 2 · Decompor. Desça às torres por esfera: o município vai bem na biofísica e mal na social? A resposta separa "natureza" de "condições de vida" e desmonta a ideia de que resiliência é sinônimo de mata preservada. 3 · Interrogar o proxy. Escolha um indicador e leia a tabela de fontes ao fim da página: o que aquele número mede de fato, e o que ele não mede? Conselho que existe no papel não é conselho que funciona. 4 · Ir a campo. A turma verifica um indicador verificável — o conselho municipal de meio ambiente existe, reuniu quantas vezes no ano, tem ata pública, tem paridade? 5 · Devolver. O levantamento da turma é dado novo. Uma escola que documenta o que o IBGE não captura está corrigindo o índice, num trabalho que vai além do exercício.
O conteúdo mais formativo deste Atlas talvez seja o que ele não mostra. Município sem registro é município que ninguém documentou, e seus atributos continuam por conhecer. A distinção entre zero e ausente é um princípio metodológico do projeto e um excelente objeto de aula — ensina que todo dado é produzido por alguém, com recursos e interesses, e que a distribuição do esforço de documentação é ela própria um mapa de desigualdade. Quem aprende isso aos quinze anos não confunde estatística com verdade aos trinta.
O nome do mapa principal é deliberado. Na tradição freiriana, esperança é categoria política, distinta de estado de ânimo: ela exige a constatação de que existe arranjo funcionando e a decisão de agir a partir dele. Levar a turma a um agrupamento quente e perguntar quem sustenta isto aqui, e desde quando é ensinar que o futuro tem autores — e que eles podem estar na própria comunidade. Ancoragem curricular: a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/1999) e os componentes de Geografia, Ciências e Matemática, esta última pela leitura crítica de índices, escalas e classes.
No escopo deste Atlas, agrupamento quente designa um conjunto contíguo de municípios cujos escores locais da estatística Gi* excedem o limiar de significância adotado. Não é sinônimo de ponto de esperança no sentido de Levis et al. (2024), que é definido por estudo de caso e por relação verificada entre comunidades e ecossistemas. A correspondência entre os dois é hipótese a testar.
Hierarquia em quatro níveis — indicador → descritor → dimensão → índice — organizada em matriz dimensão × esfera (3 × 4 = 12 células). Cada indicador é operacionalizado por um proxy selecionável; a célula é a média dos indicadores ativos normalizados; a dimensão é a média das células; o índice composto agrega as três dimensões com pesos ajustáveis. Normalização disponível: min–max, posto percentil e z-escore truncado em ±3σ e reescalado a [0,1]. Agregação: aritmética, geométrica (penaliza compensação entre componentes) e mínimo (elo fraco). Domínio fixo [0,1] mantém os quatro compostos comparáveis entre si; classes por posto anulam o domínio fixo, e o painel sinaliza a incompatibilidade. Orientação geral de construção conforme OECD/JRC (2008).
Matriz de vizinhança por k vizinhos mais próximos sobre centroides municipais, padronizada por linha, com k ajustável (4, 6 ou 8). Autocorrelação global pelo I de Moran (Moran 1950), com inferência por 199 permutações. Agrupamentos locais pela estatística Gi* de Getis & Ord (1992), na formulação de Ord & Getis (1995) que inclui a unidade focal e fornece escores z assintoticamente normais. Classes reportadas em |z| ≥ 1,65, 1,96 e 2,58, correspondendo a 90%, 95% e 99%. O quadro conceitual dos indicadores locais de associação espacial é o de Anselin (1995).
Testes múltiplos e dependentes. Os 223 escores locais são testados simultaneamente e são espacialmente dependentes por construção; os limiares atuais não incorporam correção. A implementação prevista é o controle da taxa de falsas descobertas na formulação de Caldas de Castro & Singer (2006), que trata explicitamente o caso de estatísticas locais de associação espacial. Até que esteja em vigor, as classes de 90% devem ser lidas como indicativas.
Sensibilidade à matriz. Agrupamento presente sob um único valor de k resulta da escolha de peso. O critério adotado para a figura principal é presença simultânea em k = 4, 6 e 8. Unidade de área modificável. O recorte municipal é imposto pela competência administrativa dos indicadores de governança, e o processo ecológico segue outras fronteiras; o painel executa o teste de ordem de agregação (calcular→agregar × agregar→calcular) com ρ de Spearman e gatilho abaixo de 0,85, na tradição de Openshaw (1984). Proxy de porte. Diagnóstico automático por correlação de Pearson contra medida de porte; acima de 0,60 o indicador é sinalizado, acima de 0,75 é tratado como mapa de população com outro rótulo. Coerência interna. Correlação, alfa de Cronbach e componentes principais via COINr, executados após a substituição do indicador quase-binário de bioma por entropia de Shannon sobre frações de área.
Toda a configuração — normalização, agregação, pesos, classes, k, alvo e o proxy ativo de cada indicador — é exportável em JSON e reaplicável ao pipeline em R. O módulo de brainstorm paramétrico gera alternativas de configuração e mede a divergência entre elas pelo índice de Jaccard entre conjuntos de decisão e pelo ρ de Spearman entre ordenações, explicitando quais municípios têm classificação condicional ao método.
É um instrumento de triagem entre municípios, sem ordenação de desempenho municipal. Um agrupamento quente indica onde três condições de resiliência coincidem no espaço; um agrupamento frio indica onde elas faltam simultaneamente. Os dois são estados de sistema, produzidos por história, geografia e política pública acumulada, e nenhum deles mede mérito ou demérito de gestão.
Restrição institucional que organiza tudo o que vem abaixo: na Paraíba, acima do município só existem duas instâncias com competência administrativa própria — consórcios intermunicipais e comitês de bacia. Política estadual que pretenda agir sobre um agrupamento precisa passar por elas, ou passará por cima da escala em que a decisão de fato ocorre. É o princípio da governança policêntrica (Ostrom, 2009), e no painel ele funciona como trava automática.
Usar os agrupamentos frios como fila de prioridade para capacidade institucional básica: conselho de meio ambiente deliberativo e paritário, plano municipal com cláusula de revisão, adesão a consórcio, assento efetivo em comitê de bacia. São medidas de baixo custo, alta reversibilidade e efeito direto sobre a dimensão de governança — a que responde mais rápido das três. Em paralelo, usar os agrupamentos quentes como sítios de aprendizagem: ir a campo documentar qual arranjo existe ali, quem o sustenta e há quanto tempo. Sem essa etapa, o mapa aponta e ninguém sabe para quê.
Institucionalizar o monitoramento: mesmo índice, mesmas fontes, recalculado em intervalo fixo, com as decisões metodológicas publicadas. Um índice que muda de método a cada edição acaba medindo o próprio método. Recomenda-se o emparelhamento entre vizinhanças quentes e frias com perfil semelhante, com intercâmbio técnico de mão dupla entre consórcios, sem transferência unilateral de modelo.
Advertência forte: não vincular repasse financeiro diretamente à posição no índice. Vários indicadores medem documentação — conselho registrado, plano publicado, conferência realizada. Amarrar dinheiro a eles cria incentivo para melhorar o registro sem melhorar a função, e o índice deixa de medir o que media no dia em que virou meta.
Resiliência não é apenas voltar ao estado anterior. A literatura distingue persistência, adaptabilidade e transformabilidade (Folke et al., 2010): há municípios paraibanos — em especial no semiárido sob agravamento climático — para os quais a meta razoável é reorganizar a base produtiva antes que a mudança decida por eles, já que resistir a ela deixou de bastar. O Atlas ajuda a distinguir os dois casos: alta diversidade com baixa conectividade sugere adaptação; baixa em tudo, com tendência negativa, sugere que a discussão é de transformação.
No horizonte institucional, a meta é o Atlas como infraestrutura pública de dados — atualizado com órgãos estaduais e federais, aberto, versionado e auditável, com as ausências declaradas visíveis. Um princípio operacional de resiliência (Biggs et al., 2015) é manter a diversidade de opções abertas; um índice fechado, sem método publicado, faz o contrário.
Esta aba não mede nada de novo. Ela lê o que as outras quatro mediram e pergunta uma coisa que nenhuma delas pergunta sozinha: onde, na Paraíba, há motivo para esperar — e de que é feito esse motivo.
2 E o que, delas todas, continua fora do alcance.
| dado | fonte | onde está a análise original |
|---|---|---|
| Índice SER-PB e suas três dimensões | derivado deste site | SER-PB, Seção Resiliência |
| Perfil de pressões por município | derivado deste site | Seção Transformações |
| Séries agrárias e fundiárias | derivado deste site | Seção Territórios Rurais Paraibanos |
| Acervo de ocorrências e cobertura amostral | derivado deste site | Seção Biodiversidade |
| Fotografias dos municípios | Wikimedia Commons · domínio público e CC0 | autor, origem e ano na legenda de cada imagem |
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