Atlas Socioecológico da Paraíba

Consórcio de Curadoria Generativaseis áreas · treze pessoas · UFPB · IRD · CEMADEN-MCTI · UFSC · INCT Odisseia · CDS-UnB
Concepção e coordenação
Rafael L. G. Raimundo (UFPB)
Ciências da Informação
Guilherme Atayde Dias (UFPB)
Ciências da Computação
Marcus Aquino W. Carvalho (UFPB) e Joris Guérin (IRD)
Ciências da Biodiversidade e Ecossistemas
Ricardo Koroiva (UFPB), Pedro Estrela (UFPB), Valéria Romano (IRD) e Alexandre Vasconcellos (UFPB)
Transformações e estressores
Allan Yu Iwama de Mello (CEMADEN-MCTI) e Juliana Dalboni (INCT Odisseia)
Resiliência e Pontos de Esperança
Carolina Levis (UFSC), Tarcianne Oliveira (UFPB) e Carlos Saito (CDS-UnB)
O que é Curadoria Generativa

Curadoria generativa é o trabalho de quem decide o que entra num acervo, com que régua e sob que responsabilidade, quando parte da escrita, do desenho e do código é gerada com apoio de inteligência artificial. A geração é assistida; a curadoria não é. Cada pessoa nomeada acima responde cientificamente pela sua área, revê o que foi gerado e assina o resultado — a ferramenta acelera a produção e nunca substitui a autoria.

Sistema multiagenteA geração deste painel corre num sistema multiagente de aprendizagem operando em IA constitucional: agentes especializados — leitura de fontes, cálculo, cartografia, redação, tradução e revisão — encadeiam-se sobre um mesmo conjunto de regras explícitas, e cada passo fica reexecutável a partir do código. A constituição é dupla: a dos modelos, treinados por realimentação contra princípios escritos, e a curatorial, que são os compromissos desta caixa — nenhum agente publica número sem fonte, afirma mais do que o dado licencia ou assina no lugar de uma pessoa.

Validação científicaNenhum número aparece neste Atlas sem fonte pública, ano-base e ficha de procedência. Indicadores passam por teste de porte e de esforço de observação antes de entrar no índice, e um proxy que mede onde há registro fica de fora, porque acompanha o registro e diz pouco sobre o fenômeno. O que não se sabe é declarado como lacuna — a ignorância medida é parte do retrato, e por isso fica à vista.

Transparência metodológicaO método é aberto e a cadeia de construção é reprodutível: cada versão do painel traz o seu carimbo, cada afirmação pode ser refeita a partir dos dados públicos, e as escolhas que mudariam o resultado — pesos, normalização, recortes — ficam nas mãos de quem lê, com o efeito visível na tela.

FAIROs dados são localizáveis, acessíveis, interoperáveis e reutilizáveis: depositados em repositório com identificador persistente, descritos por metadados, em formatos abertos e com licença explícita de reúso. Um atlas que não pode ser reusado serve apenas como ilustração, e só o reúso o torna infraestrutura de ciência aberta.

CAREDados que dizem respeito a povos indígenas e comunidades locais seguem os princípios CARE: benefício coletivo, autoridade para controlar, responsabilidade e ética. Conectividade de conhecimentos não é o mesmo que abertura irrestrita, e há informação cuja circulação cabe a quem a produziu decidir.

Acesso e revisãoO Atlas é multilíngue, funciona sem servidor e é lido em quatro registros — geral, professores, cientistas e gestores. Erros encontrados por quem lê são corrigidos em versão nova, com o histórico preservado: a revisão pública faz parte do método.

ReferênciasGenerative Curation Symposium (2026). Málaga: Cátedra 5G — Universidad de Málaga · iArtHis_Lab · Center for Digital Visual Studies (Universität Zürich / Max-Planck) · Bibliotheca Hertziana. dvstudies.net — o termo já circula na literatura curatorial, definido como concepção e uso crítico de procedimentos, modelos e sistemas de regras, computacionais ou híbridos, com fins de curadoria.Striphas, T. (2015). Algorithmic culture. European Journal of Cultural Studies 18(4–5):395–412. doi:10.1177/1367549415577392Bai, Y. et al. (2022). Constitutional AI: harmlessness from AI feedback. arXiv:2212.08073Wu, Q. et al. (2023). AutoGen: enabling next-gen LLM applications via multi-agent conversation. arXiv:2308.08155Wilkinson, M. D. et al. (2016). The FAIR Guiding Principles for scientific data management and stewardship. Scientific Data 3:160018. doi:10.1038/sdata.2016.18Carroll, S. R. et al. (2020). The CARE Principles for Indigenous Data Governance. Data Science Journal 19(1):43. doi:10.5334/dsj-2020-043

LMI IDEAL — Laboratoire Mixte InternationalDataPB — e-Science para a Sustentabilidade
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realização
financiamento
Nota legal

Os dados reunidos neste painel são organizados, e os padrões apresentados gerados, com uso de inteligência artificial, e estão por isso sujeitos a erro. A equipe de curadoria trabalha sistematicamente na auditoria dos dados e na validação dos padrões e das inferências, mas não podemos garantir que as análises aqui apresentadas estejam isentas de erro. Dessa forma, recomendamos fortemente que qualquer uso destes dados esteja baseado em análises próprias, feitas a partir das fontes originais — que este painel declara, uma a uma, na tabela de fontes —, e não nos gráficos e padrões generativos aqui reportados.

Uso de inteligência artificial. Este painel foi desenvolvido com o apoio de modelos de linguagem da família Claude, da Anthropic, em versões sucessivas ao longo do projeto. Esses modelos foram usados para escrever e revisar o código de processamento e de visualização, organizar e auditar as bases de dados, redigir versões preliminares dos textos e traduzi-los. Nenhum sistema de IA é autor deste trabalho: a escolha das fontes, dos indicadores e dos métodos, a interpretação dos resultados e a redação final são decisões da equipe do projeto, que as revisou e por elas responde. As versões em inglês, espanhol, francês e chinês foram traduzidas com apoio desses modelos; havendo divergência, prevalece o texto em português.

Visão Geral

DATAPB · ciência aberta para a sustentabilidade
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Escolha um dos nossos painéis temáticos para conhecer mais sobre o contexto socioecológico do estado da Paraíba

O Atlas mapeia a capacidade dos 223 municípios da Paraíba, aqui estudados como sistemas socioecológicos, de absorver perturbações, se reorganizar e continuar funcionando. É isso que a literatura ecológica chama de resiliência. Apoiamo-nos em três princípios da resiliência socioecológica sistematizados por Biggs e colaboradores (2012): diversidade e redundância, isto é, mais de um modo de produzir, de se abastecer e de habitar; conectividade, os fluxos ecológicos, hídricos e sociais que permitem repovoar, socorrer e aprender; e governança, a existência de instâncias com competência real para decidir, revisar e incluir. Cada princípio torna-se uma dimensão do índice e é medido em quatro esferas dos sistemas: biofísica, hídrica, econômica e social.

1.0
parâmetros metodológicos deste mapa
pontos de esperança · mapa principal

componentes de cada dimensão · clique em qualquer um para ampliar

Variáveis proxy por componente

escolha a operacionalização

Cada componente pode ser medido de mais de um jeito, e a escolha muda o resultado. Aqui estão as variáveis candidatas de cada um: troque a seleção, veja o mapa daquele cartão mudar na hora e, quando estiver satisfeito, clique em recarregar quadros gerais para recalcular o índice inteiro com as suas escolhas. Só ficam escolhíveis as variáveis com dado real carregado — as demais aparecem listadas e desabilitadas, para que a lacuna fique visível.

Para a turma: cada componente do índice pode ser medido de mais de um jeito, e a escolha muda o resultado — é um bom exercício de sala de aula. Aqui estão as variáveis candidatas de cada componente: troque a seleção, veja o mapa daquele cartão mudar na hora e, quando a turma estiver satisfeita, clique em recarregar quadros gerais para recalcular o índice inteiro com a escolha feita. Só ficam escolhíveis as variáveis com dado real carregado — as demais aparecem listadas e desabilitadas, de propósito, para que a lacuna de dado fique visível.

Cada componente admite mais de uma operacionalização, e a escolha do proxy altera o resultado — este painel expõe essa escolha e a deixa aberta ao leitor. As variáveis candidatas de cada componente estão listadas abaixo: trocar a seleção atualiza o mapa do cartão correspondente em tempo real; confirmando a escolha, recarregar quadros gerais propaga a mudança ao índice inteiro. Só são selecionáveis variáveis com dado real carregado — as demais permanecem listadas e desabilitadas, tornando a lacuna de dado explícita.

Para quem decide: cada componente do índice pode ser calculado de mais de um jeito, e a escolha muda o resultado — este painel deixa essa escolha visível e ajustável. Veja as variáveis candidatas de cada componente: troque a seleção, observe o mapa mudar na hora e, satisfeito com a escolha, clique em recarregar quadros gerais para atualizar o índice inteiro. Só é possível escolher variáveis com dado real carregado — as demais aparecem listadas e desabilitadas, para deixar claro onde falta dado.

Você pode compor seus próprios indicadores: selecione os proxies disponíveis abaixo e clique em recarregar quadros gerais.

Cada componente reúne todas as variáveis candidatas dos seus indicadores. Trocar a seleção troca o proxy ativo no índice inteiro — os mapas acima recalculam. Valores em escala original, na unidade de cada variável; monocromático pela esfera do sistema, e por isso não comparáveis entre si.

matriz dimensão × esfera
resistência
unidade
Clique num município.
fontes de dados · a procedência de cada proxy, e o que ainda falta declarar

Uma linha por proxy. Estado é lido do painel, sem digitação manual: vira real quando a coluna correspondente entra por CSV, com a cobertura efetiva em municípios. As atribuições de fonte são candidatas — confirme cobertura, ano-base e recorte antes de citar. Campos de fonte, referência, ano e acesso são editáveis: clique e escreva.

fichas dos dados que entraram nesta rodada

Uma linha por proxy novo, com a ficha que a regra do plano exige: fonte, edição, licença, endereço, transformação, cobertura, sinal, o script que o produziu e a advertência do que ele não mede. A tabela acima continua a ser a viva, lida do painel; esta é a procedência do que entrou, e não muda com os controles.

proxyo que medeunidadefonteediçãolicençatransformaçãocoberturasinalscriptendereçoadvertência
etn_nefNúmero efetivo de categorias de cor ou raçanúmero efetivo (categorias)compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar2022a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é públicaexp da entropia de Shannon (ln) das proporções das cinco categorias (Amarela, Branca, Indígena, Parda, Preta)223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmarDiversidade social no sentido de Biggs (P1). Não é alternativa de `desig`, que é concentração de renda: r com `gini_renda` ≈ 0. Só entra no índice se o Rafael criar o indicador `plur` (§6).
esc_nefNúmero efetivo de esferas escolaresnúmero efetivo (esferas)compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Escolar 2024 (INEP), a confirmar2024a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é públicaexp da entropia de Shannon das quatro esferas (federal, estadual, municipal, privada). «Técnica» é modalidade, atravessa as esferas e é excluída para não contar duas vezes; linhas com `ano = -1` (ensino superior) são sentinela e saem223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmarAs quatro esferas somam exatamente o total em 223/223.
esc_habEscolas por dez mil habitantesescolas / 10 mil hab.compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Escolar 2024 (INEP), a confirmar; população da a carga do painel do painel2024 (escolas); população conforme a a carga do painela declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é públicatotal de escolas ÷ população × 10 000223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmarCamada de dados. Denominador populacional torna-o sensível a municípios pequenos.
instr_nefNúmero efetivo de níveis de instruçãonúmero efetivo (níveis)compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar2022a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é públicaexp da entropia de Shannon dos quatro níveis de instrução223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmarRessalva do plano, confirmada: os níveis são ordenados e número efetivo de categorias ordenadas é construto fraco.
sup_frFração da população com superior completoproporção 0–1compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar2022a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública«Superior completo» ÷ soma dos quatro níveis223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar**Fora do índice**: é uma medida de nível, que nada diz de diversidade e se correlaciona com o porte — o aviso do próprio painel sobre o mapa reencontrar a rede urbana. Camada de contexto.
analfTaxa de analfabetismo% da população de 15 anos ou mais (a confirmar o recorte etário)compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Censo Demográfico 2022 (IBGE), a confirmar2022a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é públicanenhuma; a compilação já entrega a taxa223/223−carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmarFora do índice; camada de contexto e candidata a pressão na aba Transformações. O recorte etário do denominador não vem no arquivo e precisa ser confirmado com a equipe.
conv_min_nefNúmero efetivo de áreas de política nos convênios (2017–2026)número efetivo (áreas)compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Transferegov / Plataforma +Brasil, a confirmarsérie 1995–2026; janela usada 2017–2026a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é públicarótulo de órgão → área de política por `carga/dados200/ministerios.py` (30 rótulos → 14 áreas); exp da entropia de Shannon das áreas na janela223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmarA janela é fixada em 2017–2026 e não relativa à data de execução, para a cadeia continuar determinística. Alternativa em `conv` · GOV/soc.
conv_saudeSaúde da carteira de convêniosproporção 0–1compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Transferegov / Plataforma +Brasil, a confirmarinstantâneo sem data no arquivo — a confirmar com a equipea declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é pública(CONCLUÍDO + EM EXECUÇÃO) ÷ (total − ARQUIVADO − CONVÊNIO ANULADO)223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmarRessalva do plano: é instantâneo sem data. As 20 situações particionam o total — a soma bate com o arquivo por ministério.
part_elComparecimento eleitoralproporção 0–1compilação da equipe de Marcus A. W. Carvalho (UFPB), 2026-09, a partir de Eleições municipais de 2024 (TSE), a confirmar2024a declarar pela equipe do Marcus (compilação cedida ao projeto); a fonte primária é públicacomparecimento ÷ eleitores aptos223/223+carga/dados200/marcus.pysem endereço público próprio — a compilação foi entregue em arquivo; URL da fonte primária a confirmar**Fora do índice.** Com voto obrigatório, a abstenção municipal mede sobretudo eleitor que mudou de município e não transferiu o título: mede migração e serve mal como medida de participação. Camada de dados, com a leitura escrita.
slopeInclinação da série 1985–2023%/anoMapBiomas.csv.edição da coleção a confirmarCC BY-SA 4.0 (MapBiomas)nenhuma; o valor entra como está na coluna `slope`223/223+carga/dados200/mapbiomas_embute.pybrasil.mapbiomas.orgSubstitui o proxy sintético de mesmo nome (PRNG, semente 20260815). Entra em `tend_veg` (CON/bio). Valor negativo = perda de cobertura. Método da inclinação a confirmar com a extração.
slope_conInclinação da conectividade 1985–2023Δ/anoMapBiomas.csv.edição da coleção a confirmarCC BY-SA 4.0 (MapBiomas)nenhuma223/223+carga/dados200/mapbiomas_embute.pybrasil.mapbiomas.orgEntra em `tend_veg` (CON/bio), ao lado de `slope`. A a carga do painel já declara `prop:1`. Método a confirmar com a extração.
prox_logÍndice de proximidade médio (log)log1p do índice (adimensional)MapBiomas.csv.edição da coleção a confirmarCC BY-SA 4.0 (MapBiomas)log1p da coluna `prox` — a coluna bruta varia em sete ordens de grandeza e em min–max deixaria mais da metade dos municípios abaixo de 0,10, tornando `estr` quase binário223/223+carga/dados200/mapbiomas_embute.pybrasil.mapbiomas.orgEntra em `estr` (CON/bio) no lugar do sintético `prox`. A transformação é parte da definição do proxy e está declarada aqui.
coreÁrea núcleo dos fragmentos% (0–100)MapBiomas.csv.edição da coleção a confirmarCC BY-SA 4.0 (MapBiomas)nenhuma; correção de unidade — a a carga do painel declara `u:"prop"` e os valores observados são percentagem223/223+carga/dados200/mapbiomas_embute.pybrasil.mapbiomas.orgEntra em `estr` (CON/bio). A correção de `u` é obrigatória: com `prop` o eixo do painel fica cem vezes fora de escala.
appAPP ripária conservadaproporção 0–1MapBiomas.csv.edição da coleção a confirmarCC BY-SA 4.0 (MapBiomas)nenhuma223/223+carga/dados200/mapbiomas_embute.pybrasil.mapbiomas.orgEntra em `hidr` (CON/hid).
katz_munCentralidade de Katz do município na rede de ligações rodoviárias e hidroviáriasíndice 0–1 (máximo paraibano = 1)IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 20162016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)grafo dirigido de todo o Brasil (5.428 nós: 5.385 municípios brasileiros com ligação, 35 cidades estrangeiras de fronteira e os 8 municípios paraibanos sem ligação, como isolados), peso log(1 + frequência semanal total de saídas, VAR07); Katz de entrada com β = 1 e α = 0,25/λ_max (λ_max = 335,8737); varredura de α em 0,10 · 0,25 · 0,50 · 0,85 publicada em B_avaliacao.md §2; valor lido nos 223 nós da PB e dividido pelo máximo paraibano223/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-ga base do IBGE guarda cada ligação uma vez, sem sentido: o dígrafo é simétrico e Katz de entrada = Katz de saída (conferido, diferença máxima 0); 8 municípios da PB não têm nenhuma ligação pesquisada em 2016 e recebem o piso β = 1, acima de zero; r com pop = 0,729, abaixo do limiar de 0,85 da regra 4. RESSALVA: nesta rede o Katz é quase o grau ponderado — ρ = 0,996 em α = 0,25/λ_max e 0,948 em 0,85/λ_max (B_avaliacao.md §3.4); descrever o proxy como «centralidade que vê a rede inteira» seria exagero, a estrutura de ordem ≥ 2 move pouco
katz_mun_saidaCentralidade de Katz de saída do municípioíndice 0–1 (máximo paraibano = 1)IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 20162016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)idêntica a katz_mun, com A em vez de Aᵀ223/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-gpublicado só para auditoria: como a fonte não distingue sentido, é numericamente igual a katz_mun e não deve entrar na a carga do painel como proxy distinto
katz_mrCentralidade de Katz da microrregião, transferida ao municípioíndice 0–1 (máximo paraibano = 1)IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 20162016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)ligações agregadas por par de microrregiões do IBGE (soma das frequências; as internas à microrregião viram laço e saem), grafo nacional de 592 nós (557 das 558 microrregiões do IBGE — as restantes não têm nenhuma ligação com outra microrregião — mais as 35 cidades estrangeiras de fronteira, cada uma nó próprio), peso log(1 + frequência somada), Katz de entrada com β = 1 e α = 0,25/λ_max (λ_max = 301,9715); valor transferido a cada município pelo dicionário a carga do painel e dividido pelo máximo paraibano223/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-gvariância intra-microrregião nula por construção — 223 municípios recebem 23 valores distintos; o dicionário município → microrregião (B_microrregioes.csv, DTB do IBGE) foi conferido 223/223 contra o a carga do painel do painel
ibge_centrÍndice de proximidade do IBGE na rede de ligaçõesíndice 0–1IBGE · Índices de centralidade (Ligações 2016)2016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)leitura direta da aba «Índices de proximidade e intermediação» (VAR01), sem transformação215/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-greferência externa, fora da lista de candidatos a padrão: cobre 215/223 e a regra 4 do §1 exige 223/223 para o padrão de um indicador; a aba «Índice de centralidade» (IC, VAR10) cobre apenas 7 centros urbanos paraibanos e não foi usada; é calculada pelo IBGE sobre a mesma base de ligações, logo concorda com katz_mun por construção
ibge_intermÍndice de intermediação do IBGE na rede de ligaçõesíndice 0–1IBGE · Índices de centralidade (Ligações 2016)2016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)leitura direta da aba «Índices de proximidade e intermediação» (VAR02)215/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-gintermediação (betweenness) do IBGE; distribuição fortemente inflada em zero
ibge_grauGrau do município na rede de ligações do IBGEnº de ligaçõesIBGE · Índices de centralidade (Ligações 2016)2016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)leitura direta da aba «Índices de proximidade e intermediação» (VAR05)215/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-gserve de controle: é o grau bruto que o Katz generaliza
katz_mun_neCentralidade de Katz do município no grafo restrito ao Nordesteíndice 0–1 (máximo paraibano = 1)IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 20162016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)idêntica a katz_mun, com o grafo restrito às ligações internas às UFs 21–29 (λ_max = 202,6958)223/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-gcontrole de escopo; ρ com katz_mun = 0,997
katz_mr_neCentralidade de Katz da microrregião no grafo restrito ao Nordesteíndice 0–1 (máximo paraibano = 1)IBGE · Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 20162016IBGE · dado público de divulgação irrestrita; uso livre com citação da fonte (Lei 12.527/2011 e política de dados abertos do IBGE)idêntica a katz_mr, restrita às UFs 21–29 (λ_max = 171,4754)223/223+carga/dados200/katz.pyibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/redes-gcontrole de escopo; ρ com katz_mr = 0,978
seg_instInstitucionalidade da segurança pública municipalcontagem 0–4IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteSoma de quatro binárias: MSEG07=Sim + MSEG15=Sim + MSEG14=Sim + (MSEG01 = «Secretaria municipal exclusiva»). Sem reescala.223/223+ (mais instâncias = mais capacidade de decidir sobre segurança)carga/dados200/munic_seg_cult.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-pA MUNIC 2024 não traz suplemento de Segurança Pública; 2019 é a edição mais recente com o bloco. O componente de órgão gestor exclusivo existe em 2/223 na PB — ver `seg_inst_amp` como alternativa. Forte inflação em zero. Desfecho de violência não entra, por decisão do §6.
seg_inst_ampInstitucionalidade da segurança pública (definição ampla)contagem 0–4IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteIgual a seg_inst, com o quarto componente relaxado para «possui alguma estrutura gestora»: MSEG01 ≠ «Não possui estrutura».223/223+carga/dados200/munic_seg_cult.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-pAlternativa a `seg_inst`, para o caso de o componente exclusivo ser julgado restritivo demais (2/223 na PB). Decisão da Janela 3.
seg_guardaExistência de guarda municipalbinária 0/1IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteMSEG27 = Sim → 1; Não → 0.223/223+ (diagnóstico; sem sinal normativo no índice)carga/dados200/munic_seg_cult.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p**Camada de diagnóstico, fora do índice** (§6): efetivo de guarda é capacidade de policiamento, escala com porte e receita e fica fora da competência para decidir, revisar e incluir.
seg_efet10kEfetivo da guarda municipal por 10 mil habitantespessoas / 10 mil habIBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2019 (suplemento de Segurança Pública)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteMSEG283 (efetivo total) ÷ pop × 10 000; 0 quando não há guarda. pop vem da a carga do painel da entrada publicada.223/223+ (diagnóstico; sem sinal normativo no índice)carga/dados200/munic_seg_cult.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-p**Camada de diagnóstico, fora do índice** (§6). Zero estrutural em 177/223 municípios: a distribuição é uma mistura, com um bloco de zeros ao lado da parte contínua.
cult_instInstitucionalidade da política cultural municipalcontagem 0–4IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2018 (suplemento de Cultura)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteSoma de quatro binárias: (MCUL01 = «Secretaria exclusiva») + (MCUL19=Sim e MCUL21 ≥ 1, conselho ativo) + MCUL33=Sim + (MCUL10 começa por «Sim»). Sem reescala.223/223+ (mais instâncias = mais capacidade de decidir sobre cultura)carga/dados200/munic_seg_cult.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-pA MUNIC 2024 não traz suplemento de Cultura; 2018 é a edição mais recente com o bloco entre os arquivos em mãos. «Conselho ativo» exige reunião nos últimos 12 meses, conforme a redação do §6 — a existência nua está em `cult_cons_ex`. «Plano» inclui «Sim, mas não regulamentado por instrumento legal» e exclui «Em elaboração».
patr_nefNúmero efetivo de tipos de equipamento culturalnúmero efetivo (exp da entropia de Shannon)IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2018 (suplemento de Cultura, bloco 4.7)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteSeis tipos: biblioteca (MCUL3901/MCUL39011), museu (MCUL3902/MCUL39021), teatro (MCUL3903/MCUL39031), centro cultural (MCUL3904/MCUL39041), arquivo (MCUL3905/MCUL39051) e cinema (MCUL3909, só existência). Contagem = max(1, quantidade) se o tipo existe, 0 se não; patr_nef = exp(−Σ p ln p) sobre as contagens.223/223+ (acervo mais diverso em tipos)carga/dados200/munic_seg_cult.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-pQuase colinear com `patr_n` (ver C_conferencia.md §5): a MUNIC só dá quantidade para os equipamentos de gestão municipal, quase sempre 1, e a entropia satura. `iphan_n` e `museus` (IBRAM) ficam fora do índice por decisão do §6.
patr_nTipos de equipamento cultural presentescontagem 0–6IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2018 (suplemento de Cultura, bloco 4.7)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteContagem simples dos seis tipos com existência = Sim.223/223+carga/dados200/munic_seg_cult.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-pAlternativa — e, na prática, quase equivalente — a `patr_nef`.
transp_municTransparência ativa da prefeitura (MUNIC)índice 0–1IBGE · Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC)MUNIC 2024, aba Governanca, bloco 3.1 (Acesso à informação)IBGE - dados de divulgacao publica; uso livre com citacao da fonteMédia simples de cinco componentes em [0,1]: (a) legislação municipal de acesso à informação (MGOV01); (b) publicação de perguntas e respostas da LAI (MGOV05: publica ambas = 1, só respostas = 0,5, não publica = 0); (c) execução orçamentária pormenorizada (MGOV06 = Não → 0; Sim → 0,5, ou 1 se MGOV061 indica tempo real); (d) conteúdo do portal, proporção dos nove itens MGOV081–MGOV089; (e) formato de publicação dos cinco blocos de dados (orçamentos, receitas, despesas, balanços, LRF): aberto = 1, PDF/imagem ou outro = 0,5, não publica = 0.223/223+ (mais transparência ativa)carga/dados200/transp.pyibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/10586-pPadrão do indicador por cobrir os 223 municípios; o PNTP 2025, que avaliou 131 prefeituras da Paraíba, entra como alternativa (§7, caminho 2). É um NÍVEL e mede a PREFEITURA, deixando os conselhos de fora: a mudança de construto em relação a `atas` (publicidade dos atos dos conselhos, tendência) está declarada aqui e em C_conferencia.md §7. Não existe item de atas em nenhuma edição da MUNIC consultada (2018, 2019, 2024). O Conselho Municipal de Transparência (MGOV26) existe em 2/223 municípios da PB e foi deliberadamente deixado fora do escore, por ser quase constante.
transpTransparência ativa · PNTPíndice 0–1Atricon e tribunais de contas · Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP)ciclo 2025dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fonteÍndice de Transparência da prefeitura, sem transformação; recorte Poder Executivo, esfera municipal, Paraíba131/223+build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/radardatransparencia.atricon.org.brDas 223 prefeituras listadas, 92 não foram avaliadas no ciclo e ficam vazias; 4 têm portal inexistente e entram com 0. Por cobrir 223/223, transp_munic continua o padrão do indicador.
org_nefNúmero efetivo de tipos de organização civiltiposMTE · RAIS 2023 (estabelecimentos por natureza jurídica)ano-base 2023RAIS/PDET: microdados públicos de divulgação, uso livre com citação da fonte (MTE). A réplica da Base dos Dados redistribui sob CC BY 4.0, citando a fonte primária.Por município, exp(H) com H = −Σ p·ln p sobre as naturezas jurídicas do grupo 3 (p = participação de cada natureza nos estabelecimentos do grupo). Número de Hill de ordem 1. Município sem estabelecimento do grupo 3 recebe 0.{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 1}+carga/dados200/rais_org.pyhttps://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/microdados-rais-e-caged · arquivos: ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/RAIS/2023/['Grupo 3 da tabela CONCLA de naturezas jurídicas (entidades sem fins lucrativos): 12 códigos presentes na PB, dos quais 3999 (Associação Privada, 5.571) e 3085 (3.073) concentram 82 % dos estabelecimentos do grupo.', 'RESSALVA PRINCIPAL — a coluna `natureza_juridica` vem EM BRANCO em 221 linhas, 58084 estabelecimentos, 34.6 % do total estadual: estabelecimentos que a extração não tipa. Ficam FORA do cálculo, que se faz sobre os 65.4 % classificados. A proporção varia muito entre municípios (mediana ≈ 31 %, máximo 98,5 %; 65 dos 223 acima de 60 %).', 'No agregado NÃO se detecta viés: r(fração em branco, pop) = -0.125, r(fração em branco, assoc) = 0.043, r(fração em branco, org_nef) = -0.031 — a omissão não é sistemática quanto ao porte nem quanto ao valor do proxy. É o que autoriza usar a coluna. No município individual, porém, o ruído é grande: onde 90 % dos estabelecimentos não têm natureza, o proxy sai de um décimo do universo local.', 'O único município com valor 0 é o 2513653 (Joca Claudino), que tem 67,3 %% dos estabelecimentos em branco: aquele zero é provável ARTEFATO DA OMISSÃO, sem indicar ausência de associativismo. Fica no CSV como zero medido, com esta ressalva.', 'Recomendação da trilha D: NÃO promover a padrão (`sel`) do indicador `org` antes da re-extração no PDET (Janela 1 do §13). Com a natureza completa, a coluna se refaz com um comando e esta ressalva sai.', '.csv` (`id_municipio, natureza_juridica, n`, 3.020 linhas). O SQL exato e o identificador da tabela NÃO foram registrados junto com o arquivo, e o sandbox não tem rede para recuperá-los.md` da linhagem já declara para a RAIS..md` antes de publicar (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(org_nef, pop) = 0.173 ≤ 0,85 — entra bruto, sem resíduo.']
assocAssociações por mil habitantes/1000 habMTE · RAIS 2023 (estabelecimentos por natureza jurídica)ano-base 2023RAIS/PDET: microdados públicos de divulgação, uso livre com citação da fonte (MTE). A réplica da Base dos Dados redistribui sob CC BY 4.0, citando a fonte primária.Estabelecimentos do grupo 3 da CONCLA ÷ população × 1000. A população é a `pop` da a carga do painel do painel, a mesma do resto do índice.{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 1}+carga/dados200/rais_org.pyhttps://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/microdados-rais-e-caged · arquivos: ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/RAIS/2023/['Grupo 3 da tabela CONCLA de naturezas jurídicas (entidades sem fins lucrativos): 12 códigos presentes na PB, dos quais 3999 (Associação Privada, 5.571) e 3085 (3.073) concentram 82 % dos estabelecimentos do grupo.', 'RESSALVA PRINCIPAL — a coluna `natureza_juridica` vem EM BRANCO em 221 linhas, 58084 estabelecimentos, 34.6 % do total estadual: estabelecimentos que a extração não tipa. Ficam FORA do cálculo, que se faz sobre os 65.4 % classificados. A proporção varia muito entre municípios (mediana ≈ 31 %, máximo 98,5 %; 65 dos 223 acima de 60 %).', 'No agregado NÃO se detecta viés: r(fração em branco, pop) = -0.125, r(fração em branco, assoc) = 0.043, r(fração em branco, org_nef) = -0.031 — a omissão não é sistemática quanto ao porte nem quanto ao valor do proxy. É o que autoriza usar a coluna. No município individual, porém, o ruído é grande: onde 90 % dos estabelecimentos não têm natureza, o proxy sai de um décimo do universo local.', 'O único município com valor 0 é o 2513653 (Joca Claudino), que tem 67,3 %% dos estabelecimentos em branco: aquele zero é provável ARTEFATO DA OMISSÃO, sem indicar ausência de associativismo. Fica no CSV como zero medido, com esta ressalva.', 'Recomendação da trilha D: NÃO promover a padrão (`sel`) do indicador `org` antes da re-extração no PDET (Janela 1 do §13). Com a natureza completa, a coluna se refaz com um comando e esta ressalva sai.', '.csv` (`id_municipio, natureza_juridica, n`, 3.020 linhas). O SQL exato e o identificador da tabela NÃO foram registrados junto com o arquivo, e o sandbox não tem rede para recuperá-los.md` da linhagem já declara para a RAIS..md` antes de publicar (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(assoc, pop) = 0.094 ≤ 0,85 — entra bruto, sem resíduo.']
res_nMassas d'água artificiais no municípionANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO)BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicadadados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte)Contagem de polígonos com `detipomass = Artificial` cujo centroide cai no município. Sem reescala.{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 15}+carga/dados200/ana_agua.pydadosabertos.ana.gov.br['A tipologia é o campo `detipomass` da camada: na Paraíba só assume «Artificial» (3.278) e «Natural» (126). `res_n` conta apenas as artificiais.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_n, pop) = 0.120 ≤ 0,85 — entra bruto.']
res_areaÁrea das massas d'água artificiaiskm²ANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO)BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicadadados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte)Soma de `nuareakm2` das massas artificiais atribuídas ao município. Sem reescala.{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 15}+carga/dados200/ana_agua.pydadosabertos.ana.gov.br['Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Entra no dataset como contexto: `fonte` mede diversidade de fontes, sem medir volume acumulado. Área e contagem medem coisas diferentes e a correlação entre elas é fraca.', 'Regra 4 do §1: r(res_area, pop) = 0.018 ≤ 0,85 — entra bruto.']
res_snisb_nBarragens cadastradas no SNISB (massas d'água da BHO)nANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO)BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicadadados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte)Massas artificiais com `cod_snisb` preenchido — as que a BHO amarra ao cadastro nacional de barragens. É o numerador primário de `hid_frag` («barragens por 100 km de rede», §2).{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 75}−carga/dados200/ana_agua.pydadosabertos.ana.gov.br['342 das 3.278 massas artificiais da PB trazem código SNISB, em 148 municípios; 75 municípios ficam com zero medido.', 'Sinal «−»: mais barragens na rede = mais fragmentação. A coluna é entregue CRUA; a inversão é do painel.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_snisb_n, pop) = 0.101 ≤ 0,85 — entra bruto.']
res_rede_nMassas artificiais ligadas à rede de drenagem da BHOnANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO)BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicadadados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte)Massas artificiais com `cotrecho` preenchido — vínculo topológico da própria BHO entre a massa e um trecho de drenagem. É o *fallback* que o §2 descreve («corpos d'água que intersectam a rede BHO, por km de rede»), obtido da topologia da própria base, sem cruzamento geométrico refeito por nós.{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 175}−carga/dados200/ana_agua.pydadosabertos.ana.gov.br['Só 60 massas em toda a PB trazem `cotrecho`, em 48 municípios: 175 municípios ficam em zero. A inflação em zero é grande demais para esta ser a coluna padrão — fica como alternativa declarada, e o padrão de `hid_frag` é `res_snisb_n`.', 'Sinal «−», coluna entregue CRUA.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_rede_n, pop) = 0.042 ≤ 0,85 — entra bruto.']
hid_fragBarragens por 100 km de canal · carregar cru, o painel inverte/100 kmANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) ÷ ANA/SNIRH · BHO 2017 5K (trechos de drenagem)BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicadadados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte)`res_snisb_n` ÷ `dren_km` × 100 — barragens cadastradas no SNISB, entre as massas artificiais da BHO, por 100 km de rede de drenagem. É a definição que a a carga do painel declara (`u:"/100 km"`) e que o §2 do plano pede.{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 75}−carga/dados200/ana_agua.pydadosabertos.ana.gov.br['.csv` (trilha E), comprimento da rede de drenagem por município, ANA/SNIRH · BHO 2017 5K, 223/223 sem vazios. Numerador e denominador vêm da MESMA base hidrográfica — não há casamento de edições diferentes.', '75 municípios em zero medido — são os que não têm barragem cadastrada, e todos têm rede: `dren_km` é positivo nos 223.', 'Sinal «−»: mais barragens por km de canal = mais fragmentação. A coluna é entregue CRUA; a inversão é do painel.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(hid_frag, pop) = 0.026 ≤ 0,85 — entra bruto.']
res_redeMassas artificiais ligadas à rede BHO, por 100 km de canal/100 kmANA · Massas d'Água da Base Hidrográfica Ottocodificada Multiescalas (BHO) ÷ ANA/SNIRH · BHO 2017 5K (trechos de drenagem)BHO 2017 · camada de massas d'água, versão 2019 (publicadadados abertos ANA/SNIRH (uso livre com citação da fonte)`res_rede_n` ÷ `dren_km` × 100 — é o *fallback* que o §2 descreve, «corpos d'água que intersectam a rede BHO, por km de rede», sem divisão por km².{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 175}−carga/dados200/ana_agua.pydadosabertos.ana.gov.br['.csv` (trilha E), comprimento da rede de drenagem por município, ANA/SNIRH · BHO 2017 5K, 223/223 sem vazios. Numerador e denominador vêm da MESMA base hidrográfica — não há casamento de edições diferentes.', '175 municípios em zero (78 %): inflação em zero grave. Fica como alternativa declarada; o padrão de `frag_hid` é `hid_frag`.', 'Sinal «−», coluna entregue CRUA.', 'Cada massa é atribuída a UM município: o que contém o centroide de área do seu anel externo (7 casos resolvidos por vértice, 5 pelo nome do campo `nmmun` no litoral, onde a malha do IBGE é generalizada). Massa que cruza divisa não é repartida — 20 das 3.404 declaram mais de uma UF em `nmufe`.', "A BHO de massas d'água é de 2017/2019: é um retrato de um momento, sem série temporal. Açude construído depois de 2019 não está; açude seco em 2019 pode estar. Para `res_n` (diversidade de fontes) o retrato serve; para tendência, não.", 'PROCEDÊNCIA DO ARQUIVO: `geoft_bho_massa_dagua_v2019.zip` (426 MB, 6 arquivos, carimbo interno. A URL exata do download NÃO foi registrada e o sandbox não tem rede para confirmá-la.md` da linhagem já declara para as bases desse órgão..md` (regra 2 do §1).', 'Regra 4 do §1: r(res_rede, pop) = 0.002 ≤ 0,85 — entra bruto.']
hid_perVegetação natural na faixa de 30 m da rede de drenagempropEarth Engine · MapBiomas (fração natural) sobre ANA/SNIRH · BHO 2017 5KBHO 2017 (5K); MapBiomas na coleção que o notebook selecionou (último ano 2024)BHO: dados abertos ANA/SNIRH; MapBiomas: CC BY-SA 4.0buffer de 30 m em cada trecho da BHO-PB; média da máscara de vegetação natural do MapBiomas nessa faixa a 30 m (vegetação natural = classes 3, 4, 5, 6, 49 (floresta) e 11, 12, 32, 50 (formações naturais não florestais) do MapBiomas; ficam de fora 23 (praia/duna) e 29 (afloramento rochoso), como a célula 1 do notebook declara); agregação por município do centróide do trecho, com MÉDIA PONDERADA PELO COMPRIMENTO (`comp_m`) — sem a ponderação, um afluente de 200 m pesaria o mesmo que um trecho de 8 km. Trechos sem município (fora da Paraíba) descartados{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 1}+carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb)brasil.mapbiomas.org['DIVERGE DA a carga do painel: `hid_per` está declarado como «Fração da rede em trechos perenes». O §2 do plano dá-lhe outro conteúdo — fração da faixa ripária com vegetação natural. O `n` da a carga do painel tem de mudar na integração (`spec_v2.py`), senão o painel exibe um rótulo que não é o do dado.', 'r = 0.984 com `app` (APP ripária conservada, de `mapbiomas.csv`): as duas colunas medem praticamente a mesma coisa por caminhos independentes. Isso VALIDA a extração e, ao mesmo tempo, avisa que pôr as duas no mesmo indicador `hidr` é contar o mesmo dado duas vezes — decisão da Janela 3.', 'Sem porte: r(pop) = -0.015, muito abaixo do limiar de 0,85 da regra 4; entra bruto, sem resíduo.', 'A faixa de 30 m é a do buffer, diferente da APP legal (que varia com a largura do curso). É uma faixa ripária de largura fixa, declarada.']
hid_strVegetação natural na faixa de 30 m dos trechos de hierarquia altapropEarth Engine · MapBiomas (fração natural) sobre ANA/SNIRH · BHO 2017 5KBHO 2017 (5K); MapBiomas com último ano 2024BHO: dados abertos ANA/SNIRH; MapBiomas: CC BY-SA 4.0igual a `hid_per`, restrita aos trechos de hierarquia alta — 3 ≤ len(`COCURSODAG`) ≤ 5 —, que são 1648 trechos e 5591 km (19.5 % da rede paraibana){'n': 196, 'total': 223, 'vazios': 27, 'zeros_medidos': 5}+carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb)snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_['Substituto declarado no §2 do plano: a ordem de Strahler não veio do serviço da ANA (a coleta de. Usa-se o código otto (`COCURSODAG`), que é a profundidade na hierarquia ottocodificada. O corte 3 ≤ dígitos ≤ 5 foi CALIBRADO nos 975 trechos em que as duas colunas coexistem: acurácia 0.883, sensibilidade 0.844 e especificidade 0.917 contra «Strahler ≥ 3»; ρ(comprimento, Strahler) = -0.844.', 'DIVERGE DA a carga do painel: `hid_str` está declarado como «Ordem de Strahler máxima no município» (u:«ordem»). O que esta coluna traz é a fração ripária natural RESTRITA à hierarquia alta, como o §2 e a exportação do §4 pedem. A leitura literal da a carga do painel está em `hid_ordem_max`, na mesma tabela.', '196/223: os 27 municípios sem trecho de hierarquia alta são cabeceiras. Pela regra 4 do §1, isto NÃO pode ser padrão (`sel`) de `hidr`; entra como alternativa. A cobertura incompleta vem da DEFINIÇÃO, qualquer que seja o substituto: com Strahler real, um município só de cabeceiras continuaria vazio.', '`hid_str_amp` (corte ≤ 6) cobre 218/223 e está na mesma tabela, como alternativa de maior cobertura e menor especificidade.']
hid_str_ampVegetação natural na faixa de 30 m dos trechos de hierarquia média-altapropEarth Engine · MapBiomas (fração natural) sobre ANA/SNIRH · BHO 2017 5KBHO 2017 (5K); MapBiomas com último ano 2024BHO: dados abertos ANA/SNIRH; MapBiomas: CC BY-SA 4.0igual a `hid_str`, com o corte alargado a 6 dígitos — troca especificidade por cobertura{'n': 218, 'total': 223, 'vazios': 5, 'zeros_medidos': 2}+carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb)snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_['Alternativa de `hid_str`, para o caso de a cobertura pesar mais que a pureza: na amostra de calibração o corte ≤ 6 tem sensibilidade 0.971 e especificidade 0.660.', 'Continua abaixo de 223/223 — também não pode ser padrão.']
hid_ordem_maxOrdem de Strahler máxima no município (estimada do código otto)nANA/SNIRH · BHO 2017 5K, trechos de drenagemBHO 2017 (5K)dados abertos ANA/SNIRHpara cada comprimento de código otto, a ordem de Strahler MEDIANA observada na amostra de 975 trechos com as duas colunas ({"1": 1, "3": 6, "4": 4, "5": 3, "6": 2, "7": 2, "8": 1, "9": 1, "10": 1}); por município, o máximo sobre os seus trechos{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0}+carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb)snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_['É a leitura LITERAL do que a a carga do painel hoje escreve em `hid_str` («Ordem de Strahler máxima no município»). Fica aqui para que a decisão da Janela 3 possa ser «manter a definição da a carga do painel» sem depender de nova coleta.', 'É ESTIMATIVA, sem medição direta: sai do mapa comprimento → ordem mediana. Quando `bho_strahler.csv` vier completo (célula corrigida em `E_celula6_corrigida.py`), este script passa sozinho a usar a ordem real — o gatilho é cobertura ≥ 95% dos trechos.', 'Ordem máxima é uma estatística de extremo: um único trecho de rio grande a atravessar o município fixa o valor. Mede posição na bacia e nada diz sobre integridade.']
dren_kmComprimento da rede de drenagem no municípiokmANA/SNIRH · BHO 2017 5K, trechos de drenagemBHO 2017 (5K)dados abertos ANA/SNIRHsoma de `comp_m` ÷ 1000 dos trechos cujo centróide cai no município; comprimento geodésico calculado pelo Earth Engine sobre a geometria da BHO{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0}+carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb)snirh.gov.br/arcgis/rest/services/SPR/BHO2017_['SEM PAPEL DE PROXY: é o DENOMINADOR de `hid_frag` («barragens por 100 km de canal», u:«/100 km» na a carga do painel). A trilha D2 (`ana_agua.py`) divide as barragens do SNISB por `dren_km ÷ 100`.', 'Validação independente: `dren_km ÷ dren` (a densidade de drenagem que o painel já publica, em km/km²) reconstrói a área de cada município; a soma dá 56\u202f508 km² contra os 56\u202f585 km² da Paraíba (0,1 % de erro). É a prova de que descartar os trechos sem `cod` não perdeu rede paraibana.', 'A unidade «km» está fora do vocabulário canônico da a carga do painel de propósito: esta coluna não vai para a a carga do painel, vai para o cálculo de `hid_frag`.']
slope_eeInclinação da fração natural, %/ano (Theil–Sen)%/anoEarth Engine · MapBiomas, série anual de coberturasérie 1985–2024CC BY-SA 4.0 (MapBiomas)fração de vegetação natural por município e por ano (vegetação natural = classes 3, 4, 5, 6, 49 (floresta) e 11, 12, 32, 50 (formações naturais não florestais) do MapBiomas; ficam de fora 23 (praia/duna) e 29 (afloramento rochoso), como a célula 1 do notebook declara), a 30 m; inclinação de Theil–Sen (mediana das inclinações par a par) da série, multiplicada por 100 para dar ponto percentual por ano, que é a unidade que a a carga do painel declara em `slope`{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0}+carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb)brasil.mapbiomas.org['A CONFERÊNCIA DO §4 NÃO PASSOU: o plano espera r > 0,95 contra a coluna `slope` de `A_mapbiomas.csv` e obtém-se r = 0.732 (ρ = 0.771) por mínimos quadrados e r = 0.688 por Theil–Sen. Ver `E_conferencia.md` §4 para o diagnóstico.', 'As duas séries estão na MESMA escala (regressão de `slope` em `slope_ee_ols` dá b = 1.094, medianas -0.164 e -0.172): a diferença vem de outra série, com a unidade certa.', 'Esta coluna é REPRODUTÍVEL do notebook: classes, anos e método declarados. A de `mapbiomas.. Entra como ALTERNATIVA de `tend_veg`; o padrão continua a ser `slope`, por decisão da trilha A e da Janela 3.']
slope_ee_olsInclinação da fração natural, %/ano (mínimos quadrados)%/anoEarth Engine · MapBiomas, série anual de coberturasérie 1985–2024CC BY-SA 4.0 (MapBiomas)igual a `slope_ee`, com inclinação por mínimos quadrados{'n': 223, 'total': 223, 'vazios': 0, 'zeros_medidos': 0}+carga/dados200/ee_ingest.py (exportação: entrega/dados200/colab_atlas_dados200.ipynb)brasil.mapbiomas.org['r = 0.978 com `slope_ee`: o método quase não importa; o que separa esta coluna de `slope` é a série.', 'Fica na tabela para que a comparação do §4 possa ser refeita sem recalcular.']
ppm_nefNúmero efetivo de rebanhosespécies————223+———
pevs_nefNúmero efetivo de produtos extrativosprodutos————215+———
renda_medRendimento domiciliar per capita medianoR$————223+———
alfabTaxa de alfabetização%————223+———
cad_pobrezaPessoas em famílias pobres no Cadastro Único% da populaçãoMDS · VIS DATA / MI Social (API pública), Cadastro Único; população do Censo Demográfico 202212/2025dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fontepessoas cadastradas em famílias em situação de pobreza, incluída a extrema pobreza, ÷ população do Censo 2022 × 100223/223-build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/aplicacoes.mds.gov.br · MI SocialA razão é sobre pessoas, porque a API não traz, no mesmo campo, o número de domicílios do Censo. Depende também de quanto o município cadastra.
fogo_freqFrequência de fogo na vegetação nativaanos————223-———
fogo_desdeAnos desde a última cicatriz de fogoanos————223+———
agua_tendTendência da superfície de água%/ano————223+———
sih_foraInternações fora do município%————223+———
desloca_frTrabalho em outro município%————223+———
uc_nUnidades de conservação que abrangem o municípiounidades————44+———
uc_nat_frProteção da paisagem conectada%————223+———
trad_pop_frPresença de povos e comunidades tradicionais%————223+———
terr_frTerritórios tradicionais demarcados%————223+———
pct_nPovos e comunidades tradicionais distintospovos————223+———
relig_nefNúmero efetivo de religiõesreligiões————223+———
trad_pop_logPresença de povos e comunidades tradicionais (log)log(‰+1)————223+———
uc_nat_pondVegetação nativa em UC, ponderada pelo grupo%————223+———
prot_legal_frProteção legal da vegetação nativa fora das UC%————223+———
dest_nNúmero de destinos de vínculomunicípios————221+———
assent_area_frÁrea municipal em projetos de assentamento%————223+———
alerta_haDesmatamento validado por áreaha/km²————223-———
car_analisadoCadastro rural analisado%————223+———
san_aguaDomicílios com a rede geral como forma principal de abastecimento de água%IBGE · Censo Demográfico 2022, Agregados por setores censitários (características dos domicílios), via censobr v1.0.0 (Ipea)2022IBGE: dados de divulgação pública, uso livre com citação da fonteV00111 ÷ V00001 × 100, somados os setores do município; contagens 1–2 suprimidas pelo IBGE reconstruídas pelo total do setor ou limitadas a [1, 2]223/223+build/build283_proxies_reais.py · data/proxies283/ftp.ibge.gov.br · Agregados_por_Setor_csvSubstitui o SINISA 2024 previsto na ficha, que não foi alcançável nesta rodada. Mede a forma principal de abastecimento declarada ao Censo; municípios do semiárido abastecidos sobretudo por cisterna e carro-pipa saem perto de zero mesmo com rede instalada.
san_esgotoDomicílios com esgoto na rede geral ou pluvial, ou em fossa ligada à rede%IBGE · Censo Demográfico 2022, Agregados por setores censitários (características dos domicílios), via censobr v1.0.0 (Ipea)2022IBGE: dados de divulgação pública, uso livre com citação da fonte(V00309 + V00310) ÷ V00001 × 100, somados os setores do município; contagens 1–2 suprimidas pelo IBGE reconstruídas pelo total do setor ou limitadas a [1, 2]223/223+build/build283_proxies_reais.py · data/proxies283/ftp.ibge.gov.br · Agregados_por_Setor_csvSubstitui o SINISA 2024 previsto na ficha, que não foi alcançável nesta rodada. A fossa séptica não ligada à rede fica fora, como na categoria «rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede» do IBGE.
san_perdasPerdas na distribuição (IN049)%Ministério das Cidades · SNIS 2022, via Base dos Dados (br_mdr_snis.municipio_agua_esgoto)2022dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fonte(AG006 + AG018 − AG010 − AG024) ÷ (AG006 + AG018 − AG024) × 100, recalculado dos volumes declarados; difere do IN049 da tabela em no máximo 0,005 ponto196/223-build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/github.com · painel-saneamento @5cfbcf1Substitui o SINISA previsto na ficha: o SNIS 2022 é a última série municipal completa publicada antes dele. João Pessoa (37,83 %) confere com o Instituto Trata Brasil. Borborema (0,00 %) e São Domingos (0,09 %) são declarações do prestador e ficam como valores a conferir. Os 27 municípios sem declaração ficam vazios.
agua_foraAmostras fora do padrão de potabilidade% das amostrasMinistério da Saúde · SISAGUA, Vigilância, parâmetros básicos2025dado público; licença específica não declarada no arquivo, uso com citação da fonteamostras com ao menos um resultado fora do padrão da Portaria GM/MS nº 888/2021 (E. coli presente; turbidez > 5 uT; cor aparente > 15 uH) ÷ amostras com análise desses parâmetros × 100218/223-build/build292_proxies_restantes.py · data/proxies292/s3 · ckan.saude.gov.br/SISAGUAO pH (faixa recomendada) e o cloro residual (exigência do tratamento) ficaram de fora. Paraíba: 22.479 amostras, 18,5 % fora do padrão. Os cinco municípios sem amostra ficam vazios, sem zero, porque deixar de analisar é diferente de estar em conformidade.
outorga_habOutorgas de uso da águapor 10 mil hab.————216+———
emendas_habEmendas parlamentares por habitanteR$/hab.————222-———
pncp_habContratações públicas por habitantepor 10 mil hab.————220+———
abstencaoAbstenção eleitoral%————223-———
partidos_nefNúmero efetivo de partidospartidos————223+———
brancos_nulosBrancos e nulos%————223-———
referências
realização e apoio
Como ler as caixas
Aberturao box principal de cada aba, no tom mais forte
Arcoseções de evidência, agrupadas sob uma faixa de arco
Cruzamentoseção que cruza com outra aba ou com o índice; a faixa mostra as duas cores
Síntesefecha um arco com um resultado por município; volta ao tom da abertura
Limiteo que a aba não mede; a hachura diz «medido pela metade»
biodiversidade · lacuna de conhecimento
Arco I · Padrões geraisdo acervo à lacuna

Com a régua na mão, o diagnóstico: o que um mapa de riqueza bruta realmente mostra.

Se contar espécies mede esforço, o caminho é medir completude — quanto do que há já foi detectado.

A cobertura diz quanto falta em cada lugar; a lacuna inteira pede três medidas independentes — e o resíduo, que as vigia.

Medida a lacuna, a pergunta que interessa ao Atlas: ela limita o que o índice de resiliência pode afirmar?

A partir daqui, quatro estações leem o que a estrutura espacial da biodiversidade paraibana sustenta em função ecológica.

Arco II · Função ecossistêmicaguildas, redes, composição
Como ler as caixas
Aberturao box principal de cada aba, no tom mais forte
Arcoseções de evidência, agrupadas sob uma faixa de arco
Cruzamentoseção que cruza com outra aba ou com o índice; a faixa mostra as duas cores
Síntesefecha um arco com um resultado por município; volta ao tom da abertura
Limiteo que a aba não mede; a hachura diz «medido pela metade»
mudanças socioambientais · estressores

O Atlas mede resiliência socioecológica. Uma medida de resiliência é sempre resiliência a alguma coisa: sem dizer a quê, ela é um número sem verbo. Esta aba diz a quê.

Arco I · A régua e o fundouma fonte, a vegetação nativa

Antes de qualquer mapa, a régua. Uma série de cobertura responde a «que classe cobre este pixel neste ano» — e a mais nada. Confundir isso com «que processo está em curso» é o erro que esta estação existe para não deixar cometer. E, antes de a usar, há um teste a fazer: confrontá-la com um instrumento independente onde isso for possível.

Em 1985 a vegetação nativa cobria 66,2 % da Paraíba. Em 2025 cobre 55,1 %. São 626 mil hectares — e o que mais salta não é o total.

A agropecuária ganhou 592 mil ha no mesmo período em que a vegetação nativa perdeu 626 mil. Os dois números quase se encontram, e esse quase é o assunto.

Arco II · Para onde foipasto, lavoura, usos novos, água

Os usos que aparecem depois de 2015 ocupam, somados, menos de meio ponto percentual da Paraíba. Medi-los por área seria não os ver. Eles contam por onde estão, e por serem, em alguns municípios, o único pressão excepcional.

De 76 mil ha em 2008 a 27 mil ha em 2016: a água de superfície da Paraíba perdeu 65,0 % em oito anos. Depois voltou a subir, e parou pela metade.

Aqui a aba deixa de falar do estado e passa a falar de municípios. Uma pressão é excepcional num município quando tem valor positivo ali e põe esse município no decil superior dos 223. As duas condições juntas impedem que 0,4 ponto de urbanização se sobreponha a oito pontos de vegetação perdida — mas só onde a pressão é comum. Onde ela existe em meia dúzia de municípios, o decil deixa de decidir e a palavra passa a dizer presente. O cartão seguinte diz em quais, e quanto isso alarga o sentido.

Para a turma: daqui em diante a aba deixa de falar do estado como um todo e passa a falar de municípios. Uma pressão é excepcional num município quando tem valor positivo ali e coloca esse município no decil superior dos 223. As duas condições juntas evitam que 0,4 ponto de urbanização pareça tão importante quanto oito pontos de vegetação perdida — mas só onde a pressão é rara. Onde ela aparece em meia dúzia de municípios, o decil deixa de decidir sozinho, e passa a valer a simples presença. Vale mostrar à turma o cartão seguinte, que diz em quais municípios isso acontece.

A partir daqui a unidade de análise muda de estado para município. Define-se pressão excepcional por dupla condição: valor positivo no município e pertencer ao decil superior dos 223. A conjunção evita que 0,4 ponto de urbanização seja tratado como comparável a oito pontos de vegetação perdida — válido quando a pressão é rara na amostra; quando ocorre em poucos municípios (ordem de meia dúzia), o critério de decil perde poder discriminante e a leitura passa a operar por presença/ausência. O cartão seguinte identifica os casos e quantifica o efeito.

Para quem decide: daqui em diante a leitura passa do estado inteiro para cada município. Uma pressão conta como excepcional quando é positiva no município e coloca esse município entre os piores 10 % dos 223 — assim, 0,4 ponto de urbanização não é tratado como se pesasse igual a oito pontos de vegetação perdida. Quando uma pressão só existe em meia dúzia de municípios, o critério muda: já importa a simples presença. O próximo cartão mostra onde.

A pergunta que a aba inteira preparava, agora respondível: os municípios com assinatura de estressor têm índice diferente dos outros? A tabela lê o índice como ele está agora, com os pesos, a normalização e o gama que estiverem em vigor. Mexer neles muda a tabela — e é para isso que ela está viva.

Uma fonte só permitiu comparar quarenta e um anos sem juntar metodologias. O preço é este: quatro processos que importam não estão nesta aba. Ficam nomeados, com o mecanismo que os mediria e o endereço de onde vêm — que é a única forma honesta de não os medir.

fontes de dados desta seção
dadofonteano-baseonde está
Cobertura e uso da terra, 1985–2025 (todas as séries e mapas desta seção)MapBiomas · Coleção 112025brasil.mapbiomas.org
Área colhida por cultura (corroboração da cana)IBGE · Produção Agrícola Municipal2024SIDRA · PAM
Índice SER-PB (cruzamento resiliência × pressões)derivado deste site—análise original: SER-PB, Seção Resiliência
Como ler as caixas
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Arcoseções de evidência, agrupadas sob uma faixa de arco
Cruzamentoseção que cruza com outra aba ou com o índice; a faixa mostra as duas cores
Síntesefecha um arco com um resultado por município; volta ao tom da abertura
Limiteo que a aba não mede; a hachura diz «medido pela metade»

O que é um agrupamento quente, e o que é um ponto de esperança

A expressão ponto de esperança tem uma genealogia curta e plural. Na conservação, ela nasceu no mar: os hope spots da Mission Blue são áreas oceânicas críticas para a saúde, a biodiversidade ou a conectividade do oceano, identificadas e defendidas por lideranças locais. Rezende e colaboradores (2018) trouxeram a ideia para a Mata Atlântica como inversão de hotspot: o termo hotspot nomeia o lugar pela ameaça que sofre, e hopespot o nomeia pela possibilidade que ainda guarda. Em paralelo, os estudos colaborativos do coletivo Amazon Hope (2022), numa arqueologia da esperança no Alto Xingu, mostraram que não existe lugar intocado e que a esperança está na relação entre pessoas e ecossistemas que sustenta as duas partes e atravessa crises; Levis e colaboradores (2024) desenvolveram esse sentido socioecológico a partir de cinco casos na América do Sul tropical. Neste Atlas, usamos o termo como enquadramento, no sentido de Rezende: ponto de esperança é o município no quartil superior do SER-PB vigente, enquanto o mapa principal mostra onde esses valores altos se agrupam no espaço, e verificar se ali existe o arranjo descrito por esses estudos é tarefa de campo, que o mapa apenas indica.

A tradução para a escala municipal da Paraíba é uma hipótese, que ainda precisa ser verificada. Aqui, o que o mapa principal procura é uma vizinhança de municípios onde três propriedades da resiliência se sustentam mutuamente: diversidade e redundância — mais de um modo de produzir, de se abastecer, de habitar; conectividade — fluxos ecológicos, hídricos e sociais que permitem repovoar, socorrer, aprender; e governança — instâncias com competência real para decidir, revisar e participar. São três dos sete princípios sistematizados por Biggs e colaboradores (2012), e a escolha de olhar as três juntas é o que distingue um arranjo resiliente de um bom desempenho isolado.

Como o padrão foi obtido

1. Cada município recebe um valor em cada componente, e os componentes são combinados no índice composto SER-PB. 2. Liga-se cada município aos seus vizinhos mais próximos, formando uma rede. 3. Aplica-se a estatística Getis-Ord Gi* (Getis & Ord, 1992): para cada município, compara-se a média da sua vizinhança com a média que se esperaria se os mesmos valores estivessem espalhados ao acaso pelo estado. 4. Quando a vizinhança é mais alta do que o acaso explicaria, ela é marcada como agrupamento quente, com 90%, 95% ou 99% de confiança — as manchas vermelhas do mapa. Os agrupamentos frios, em azul, mostram onde o suporte falta, e são justamente eles que indicam onde a política pública tem mais a fazer.

Chamamos de ponto de esperança o município no quartil superior do índice. O mapa de agrupamentos mostra onde esses municípios, e também os outros, se juntam em manchas contíguas, e essa leitura importa porque a resiliência é propriedade de conjuntos de lugares: conectividade e governança policêntrica só existem entre lugares. Um município alto cercado de municípios baixos é uma exceção frágil, ao passo que uma mancha contígua forma um arranjo. É a mesma lógica dos bright spots de Bennett e colaboradores (2016), casos que funcionam contra a tendência e servem de semente, e da passagem de hotspot a hopespot proposta por Rezende e colaboradores (2018) para a Mata Atlântica, bioma que cobre o litoral e o brejo paraibanos.

Três ressalvas honestas

O resultado depende da vizinhança escolhida. Troque o número de vizinhos de 4 para 8 no controle acima: agrupamento que só existe com um valor de k resulta da escolha de peso. O mapa aponta candidatos a pontos de esperança, e a confirmação depende de ir ao lugar. Em Levis e colaboradores os pontos foram identificados com as comunidades que os sustentam; aqui, cada mancha quente é um convite a ir ao lugar e verificar quem faz o arranjo funcionar. E o índice é feito de proxies — se os proxies medirem, na prática, porte populacional, o mapa reencontra a rede urbana e chama isso de esperança.

O território como texto a ser lido

Este Atlas serve à educação ambiental na medida em que devolve à sala de aula uma pergunta que o livro didático quase nunca faz: por que o meu município está onde está neste mapa? A pergunta é territorializada por construção — cada estudante encontra a própria unidade de vivência entre as 223, com nome, código e vizinhança, o que torna concreto aquilo que costuma ser chamado de "meio ambiente".

A tradição da pedagogia crítica chama isso de partir do tema gerador: o conhecimento começa na leitura do mundo de quem aprende, e a leitura da palavra vem depois (Freire). Um mapa estadual, sozinho, produz o efeito contrário — descreve o aluno de fora para dentro. O caminho proposto aqui inverte a direção: o mapa entra como termo de comparação, e a turma verifica no chão o que o número afirma.

Três chaves de leitura, e a que interessa

Layrargues e Lima (2014) descrevem três macrotendências disputando o campo da educação ambiental brasileira: a conservacionista, centrada na sensibilização e na natureza; a pragmática, centrada em soluções técnicas e boas práticas; e a crítica, que trata o ambiental como questão de poder, conflito e justiça. Um atlas de resiliência pode ser usado nas três chaves. Na conservacionista, vira ilustração de "regiões bem preservadas". Na pragmática, vira ranking de eficiência municipal. Na chave crítica — a que este material assume — as perguntas mudam: quem decide o que é medido, quem ganha com a leitura produzida, e quem foi deixado fora do dado.

Sequência didática em cinco passos

1 · Localizar. Encontre o município no mapa dos agrupamentos e nos quatro compostos. Descreva o que vê, antes de explicar. 2 · Decompor. Desça às torres por esfera: o município vai bem na biofísica e mal na social? A resposta separa "natureza" de "condições de vida" e desmonta a ideia de que resiliência é sinônimo de mata preservada. 3 · Interrogar o proxy. Escolha um indicador e leia a tabela de fontes ao fim da página: o que aquele número mede de fato, e o que ele não mede? Conselho que existe no papel não é conselho que funciona. 4 · Ir a campo. A turma verifica um indicador verificável — o conselho municipal de meio ambiente existe, reuniu quantas vezes no ano, tem ata pública, tem paridade? 5 · Devolver. O levantamento da turma é dado novo. Uma escola que documenta o que o IBGE não captura está corrigindo o índice, num trabalho que vai além do exercício.

A lição que está no vazio do mapa

O conteúdo mais formativo deste Atlas talvez seja o que ele não mostra. Município sem registro é município que ninguém documentou, e seus atributos continuam por conhecer. A distinção entre zero e ausente é um princípio metodológico do projeto e um excelente objeto de aula — ensina que todo dado é produzido por alguém, com recursos e interesses, e que a distribuição do esforço de documentação é ela própria um mapa de desigualdade. Quem aprende isso aos quinze anos não confunde estatística com verdade aos trinta.

Esperança não é otimismo

O nome do mapa principal é deliberado. Na tradição freiriana, esperança é categoria política, distinta de estado de ânimo: ela exige a constatação de que existe arranjo funcionando e a decisão de agir a partir dele. Levar a turma a um agrupamento quente e perguntar quem sustenta isto aqui, e desde quando é ensinar que o futuro tem autores — e que eles podem estar na própria comunidade. Ancoragem curricular: a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/1999) e os componentes de Geografia, Ciências e Matemática, esta última pela leitura crítica de índices, escalas e classes.

Definição operacional

No escopo deste Atlas, agrupamento quente designa um conjunto contíguo de municípios cujos escores locais da estatística Gi* excedem o limiar de significância adotado. Não é sinônimo de ponto de esperança no sentido de Levis et al. (2024), que é definido por estudo de caso e por relação verificada entre comunidades e ecossistemas. A correspondência entre os dois é hipótese a testar.

Composição do índice

Hierarquia em quatro níveis — indicador → descritor → dimensão → índice — organizada em matriz dimensão × esfera (3 × 4 = 12 células). Cada indicador é operacionalizado por um proxy selecionável; a célula é a média dos indicadores ativos normalizados; a dimensão é a média das células; o índice composto agrega as três dimensões com pesos ajustáveis. Normalização disponível: min–max, posto percentil e z-escore truncado em ±3σ e reescalado a [0,1]. Agregação: aritmética, geométrica (penaliza compensação entre componentes) e mínimo (elo fraco). Domínio fixo [0,1] mantém os quatro compostos comparáveis entre si; classes por posto anulam o domínio fixo, e o painel sinaliza a incompatibilidade. Orientação geral de construção conforme OECD/JRC (2008).

Estrutura espacial

Matriz de vizinhança por k vizinhos mais próximos sobre centroides municipais, padronizada por linha, com k ajustável (4, 6 ou 8). Autocorrelação global pelo I de Moran (Moran 1950), com inferência por 199 permutações. Agrupamentos locais pela estatística Gi* de Getis & Ord (1992), na formulação de Ord & Getis (1995) que inclui a unidade focal e fornece escores z assintoticamente normais. Classes reportadas em |z| ≥ 1,65, 1,96 e 2,58, correspondendo a 90%, 95% e 99%. O quadro conceitual dos indicadores locais de associação espacial é o de Anselin (1995).

Limitações declaradas

Testes múltiplos e dependentes. Os 223 escores locais são testados simultaneamente e são espacialmente dependentes por construção; os limiares atuais não incorporam correção. A implementação prevista é o controle da taxa de falsas descobertas na formulação de Caldas de Castro & Singer (2006), que trata explicitamente o caso de estatísticas locais de associação espacial. Até que esteja em vigor, as classes de 90% devem ser lidas como indicativas.

Sensibilidade à matriz. Agrupamento presente sob um único valor de k resulta da escolha de peso. O critério adotado para a figura principal é presença simultânea em k = 4, 6 e 8. Unidade de área modificável. O recorte municipal é imposto pela competência administrativa dos indicadores de governança, e o processo ecológico segue outras fronteiras; o painel executa o teste de ordem de agregação (calcular→agregar × agregar→calcular) com ρ de Spearman e gatilho abaixo de 0,85, na tradição de Openshaw (1984). Proxy de porte. Diagnóstico automático por correlação de Pearson contra medida de porte; acima de 0,60 o indicador é sinalizado, acima de 0,75 é tratado como mapa de população com outro rótulo. Coerência interna. Correlação, alfa de Cronbach e componentes principais via COINr, executados após a substituição do indicador quase-binário de bioma por entropia de Shannon sobre frações de área.

Reprodutibilidade

Toda a configuração — normalização, agregação, pesos, classes, k, alvo e o proxy ativo de cada indicador — é exportável em JSON e reaplicável ao pipeline em R. O módulo de brainstorm paramétrico gera alternativas de configuração e mede a divergência entre elas pelo índice de Jaccard entre conjuntos de decisão e pelo ρ de Spearman entre ordenações, explicitando quais municípios têm classificação condicional ao método.

O que este mapa é, para quem decide

É um instrumento de triagem entre municípios, sem ordenação de desempenho municipal. Um agrupamento quente indica onde três condições de resiliência coincidem no espaço; um agrupamento frio indica onde elas faltam simultaneamente. Os dois são estados de sistema, produzidos por história, geografia e política pública acumulada, e nenhum deles mede mérito ou demérito de gestão.

Restrição institucional que organiza tudo o que vem abaixo: na Paraíba, acima do município só existem duas instâncias com competência administrativa própria — consórcios intermunicipais e comitês de bacia. Política estadual que pretenda agir sobre um agrupamento precisa passar por elas, ou passará por cima da escala em que a decisão de fato ocorre. É o princípio da governança policêntrica (Ostrom, 2009), e no painel ele funciona como trava automática.

Curto prazo · zero a dois anos

Usar os agrupamentos frios como fila de prioridade para capacidade institucional básica: conselho de meio ambiente deliberativo e paritário, plano municipal com cláusula de revisão, adesão a consórcio, assento efetivo em comitê de bacia. São medidas de baixo custo, alta reversibilidade e efeito direto sobre a dimensão de governança — a que responde mais rápido das três. Em paralelo, usar os agrupamentos quentes como sítios de aprendizagem: ir a campo documentar qual arranjo existe ali, quem o sustenta e há quanto tempo. Sem essa etapa, o mapa aponta e ninguém sabe para quê.

Médio prazo · dois a cinco anos

Institucionalizar o monitoramento: mesmo índice, mesmas fontes, recalculado em intervalo fixo, com as decisões metodológicas publicadas. Um índice que muda de método a cada edição acaba medindo o próprio método. Recomenda-se o emparelhamento entre vizinhanças quentes e frias com perfil semelhante, com intercâmbio técnico de mão dupla entre consórcios, sem transferência unilateral de modelo.

Advertência forte: não vincular repasse financeiro diretamente à posição no índice. Vários indicadores medem documentação — conselho registrado, plano publicado, conferência realizada. Amarrar dinheiro a eles cria incentivo para melhorar o registro sem melhorar a função, e o índice deixa de medir o que media no dia em que virou meta.

Longo prazo · cinco a dez anos

Resiliência não é apenas voltar ao estado anterior. A literatura distingue persistência, adaptabilidade e transformabilidade (Folke et al., 2010): há municípios paraibanos — em especial no semiárido sob agravamento climático — para os quais a meta razoável é reorganizar a base produtiva antes que a mudança decida por eles, já que resistir a ela deixou de bastar. O Atlas ajuda a distinguir os dois casos: alta diversidade com baixa conectividade sugere adaptação; baixa em tudo, com tendência negativa, sugere que a discussão é de transformação.

No horizonte institucional, a meta é o Atlas como infraestrutura pública de dados — atualizado com órgãos estaduais e federais, aberto, versionado e auditável, com as ausências declaradas visíveis. Um princípio operacional de resiliência (Biggs et al., 2015) é manter a diversidade de opções abertas; um índice fechado, sem método publicado, faz o contrário.

quinta aba · síntese

Pontos de Esperança

Esta aba não mede nada de novo. Ela lê o que as outras quatro mediram e pergunta uma coisa que nenhuma delas pergunta sozinha: onde, na Paraíba, há motivo para esperar — e de que é feito esse motivo.

2 E o que, delas todas, continua fora do alcance.

fontes de dados desta seção
dadofonteonde está a análise original
Índice SER-PB e suas três dimensõesderivado deste siteSER-PB, Seção Resiliência
Perfil de pressões por municípioderivado deste siteSeção Transformações
Séries agrárias e fundiáriasderivado deste siteSeção Territórios Rurais Paraibanos
Acervo de ocorrências e cobertura amostralderivado deste siteSeção Biodiversidade
Fotografias dos municípiosWikimedia Commons · domínio público e CC0autor, origem e ano na legenda de cada imagem
Como ler as caixas
Aberturao box principal de cada aba, no tom mais forte
Arcoseções de evidência, agrupadas sob uma faixa de arco
Cruzamentoseção que cruza com outra aba ou com o índice; a faixa mostra as duas cores
Síntesefecha um arco com um resultado por município; volta ao tom da abertura
Limiteo que a aba não mede; a hachura diz «medido pela metade»

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